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terça-feira, 05 / julho / 2022
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TOCANTINS: Tarifa de energia para indústria é segunda mais cara do país

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O Tocantins tem a segunda tarifa mais cara de energia elétrica para a indústria entre todos os Estados, aponta estudo realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e divulgado esta semana. O valor praticado no Tocantins é de R$ 373,2 por megawat/hora (MWh), bem acima da média no País, que é de R$ 329,00 por MWh. Mato Grosso possui a maior tarifa para a indústria: R$ 419,2/MWh.

A Firjan também comparou a média brasileira com a dos países vizinhos (R$ 197,50) e com a média do conjunto de 27 países do mundo (R$ 215,5) que possuem dados disponíveis na Agência Internacional de Energia. A diferença chega a 134% quando se compara o Brasil com os demais países dos Brics (Rússia, Índia e China), que pagam em média R$ 140,70.

O estudo Quanto custa a energia elétrica para a indústria no Brasil? analisa também as diferenças entre os Estados, concluindo que nenhum deles é competitivo em nível mundial. O Tocantins, segundo colocado no País, é o 4º com maior tarifa quando são incluídos na lista os 27 países analisados. Fica atrás apenas da Itália (R$ 458,3/MWh), Mato Grosso (R$ 419,20), Turquia (R$ 419,00) e República Tcheca (R$ 376,4).

Prejuízo

Chefe de gabinete da Federação da Indústria do Estado do Tocantins (Fieto), José Roberto Fernandes admite que a tarifa elevada afeta o preço da produção industrial tocantinense ao consumidor final e traz prejuízo à competitividade local em relação às demais unidades da Federação.

Fernandes cita o exemplo dos laticínios e frigoríficos, cuja produção depende muito da energia elétrica e por isso este fator tem influência maior no preço final. “Isso faz como o produto perca a competitividade, porque ele já chega ao mercado mais caro que os outros”, disse.

Questionado sobre a qualidade da energia elétrica disponível e do serviço prestado pela Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins (Celtins), Fernandes disse que ambos estão de acordo com as necessidades da indústria local.

“Uma forma de contornar esta situação e evitar que o industriário pague um preço elevado demais é abrandando o a alíquota do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços (ICMS) que o Estado cobra sobre a energia”, diz Fernandes, acrescentando que isso já acontece com os incentivos fiscais. Sua preocupação é que estes incentivos possam ser extintos na Reforma Tributária.

Questionada pelo Jornal do Tocantins sobre o preço e composição da tarifa, a Celtins informou, por meio de sua Assessoria de Comunicação, que não vai se manifestar sobre sobre o assunto. Fará isso apenas em uma audiência pública marcada para o dia 16 de agosto. (Valéria Kurovski e Alessandra Brito (AE)

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