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Tocantins

Tocantins tem déficit de 166 creches para crianças de 0 a 5 anos

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Dados do Painel de Controle do Ministério da Educação (MEC) revelam que o Tocantins tem um déficit de 166 creches para atender crianças na faixa etária de 0 a 5 anos. Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizado no painel pelo MEC, o Estado tem 148.800 crianças nessa faixa etária; destas, 41.727 estão matriculadas em creches ou pré-escolas da rede municipal ou estadual, de acordo com dados preliminares do Censo Escolar 2011, também utilizado pelo MEC no painel. Ou seja, apenas 28% dos pequenos estão na rede pública, os outros 72% estão na rede particular de ensino ou fora da escola. Dessas 166 creches públicas necessárias, 49 já estão previstas para construção, segundo o painel.

Os municípios de Palmas, Gurupi e Araguaína prevêem para cada unidade atendimento a 300 crianças.

Para Cristiane de Quadros, professora doutora em educação na Universidade Federal do Tocantins (UFT), a educação infantil, que atende essa faixa etária, deveria ser a fase onde deveria haver mais investimentos. “Deveríamos fazer como países, como o Japão, que mais investem na educação infantil. É a fase onde acontece a formação de personalidade e formação de hábitos. Se hoje tivéssemos condições de investir muito na educação infantil, teríamos muitos ganhos no ensino fundamental”, afirma a educadora.

Segundo a professora, a criança que passa pela educação infantil chega ao ensino fundamental já tendo desenvolvido todos os pré-requisitos necessários para ser alfabetizada e para desenvolver os outros pontos da aprendizagem. “Assim, ela se desenvolverá integralmente enquanto aluno no processo de ensino aprendizagem”, detalha Cristiane de Quadros. Segundo ela, não há obrigatoriedade de alfabetizar a criança na educação infantil, mas muitos entendem que a criança tem que sair dominando o conteúdo de aprendizagem. “E na realidade o que a gente defende na educação infantil é que a criança tenha condições de aprendizagem. Ou seja, na hora da alimentação, a gente vai exercer o ato de cuidado; no banho, a construção de hábitos”, exemplifica, acrescentando que o processo do brincar e do lúdico para a criança é momento fundamental. É nesse processo, segundo a professora, que ela elabora o faz de conta e constrói o mundo de realidade dela. “É nesse processo de ludicidade e brincadeira que ela consegue ir se constituindo enquanto sujeito que vai ser adulto futuramente, tendo um desenvolvimento pleno na educação infantil, onde são levados em consideração o tempo, o espaço e as relações que ela tem”, explica.

Binômio

A professora afirma que a educação infantil não se limita a brincar, mas também a educar. “É um binômio que ainda não é muito aceito e compreendido. Cuidar e educar tem que acontecer paralelamente. A compreensão disso ainda é difícil não só dentro da educação, mas também por parte das famílias”, disse. Segundo a professora, a educação infantil é uma fase fundamental para formação, não só intelectual, mas emocional da criança, que precisa desenvolver a sua plena infância até os 12 anos e para isso ele precisa se relacionar com alguém. “Quando ela tem condições e lhe é dada oportunidade para aprendizagem e a práticas pedagógicas, ela aprende e se educa pedagogicamente”, detalha.

De acordo com Cristiane de Quadros, nesse convívio na escola, a criança vai passar por um processo chamado de mediação. “É o relacionamento dela com a professora, dela com ela mesma e dela com as outras crianças. Com a criança mais experiente, ela aprende com o professor e vai se constituindo enquanto sujeito. Daí a importância da educação infantil na formação dessa criança.” (Jornal do Tocantins)

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Tocantins

Maranhense arruma namorado virtual no Tocantins, acaba morta e tem corpo desovado em fossa

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O corpo de uma mulher de 41, que estava desaparecida há mais de 40 dias, foi localizado pela Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), em Porto Nacional, na noite desta sexta-feira, 15,  por meio de ação realizada por policiais civis da 7ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (7ª DEIC), daquela cidade.  

As investigações sobre o caso estão sendo coordenadas pelo delegado-chefe da 7ª DEIC, Túlio Pereira Motta e tiveram início na última quarta-feira, 13, quando um dos filhos da mulher compareceu até a Central de Atendimento da Polícia Civil em informou que sua mãe estava desaparecida há mais de 40 dias, quando teria saído da cidade de Maracaçumé, no Estado do Maranhão com destino a Porto Nacional a  fim de se encontrar com um homem que havia conhecido em uma rede social”, disse o delegado.

De posse das informações e também do nome do suposto namorado da mãe, os policiais deram início às investigações e descobriram que o homem não mais se encontrava na cidade de Porto Nacional e sua residência estava fechada. Com o aprofundamento dos trabalhos investigativos, os policiais descobriram que a mulher tinha sido vista na companhia do suspeito somente no dia em que chegou em Porto Nacional, vindo do Maranhão.  

“No dia em que chegou, ainda no início do mês de setembro, a mulher fez contato telefônico pela última vez com uma irmã, informando que já estava em Porto. No entanto, após mais de 30 dias sem conseguir contato com a vítima, os familiares procuraram a delegacia de Polícia Civil de Maracaçumé e registraram um Boletim de Ocorrência”, disse o delegado Túlio.

Diante da não localização do suposto namorado, a Polícia Civil começou a trabalhar com a possibilidade de que a mulher tivesse sido morta. Desse modo, no fim da tarde desta sexta-feira, foram até a residência de propriedade do suspeito e após, buscas no interior do imóvel e também no quintal, localizaram o corpo da mulher já em completo estado de putrefação em uma das fossas da casa.

Dessa maneira, o corpo de bombeiros, bem como, uma equipe da perícia, além do Instituo Médico Legal foram chamados ao local para fazer a retirada do corpo, que foi levado à sede do IML onde será submetido a exames periciais a fim de determinar as causas da morte.

O delegado Túlio explicou que a Polícia Civil abrirá inquérito para apurar as circunstâncias da morte da mulher e o possível envolvimento de seu namorado no crime.

“Pelo que foi apurado até o momento, a vítima tinha um relacionamento virtual com o suspeito e já teria vindo a Porto a fim de encontrá-lo em outras duas ocasiões. Contudo, ela nunca havia ficado sem dar notícias para a família. Sendo assim, as investigações irão apontar como a mulher foi morta e há quantos dias o corpo estava na fossa onde foi encontrado”, ressaltou a autoridade policial.

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Tocantins

ARAGUAÍNA: XVI Semana Tecnológica aborda agronegócio e empreendedorismo

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A tradicional Semana Tecnológica, realizada durante a Expoara 2021 encerrou nesta sexta-feira (15). A décima sexta edição foi realizada em formato digital, com a presença de especialistas que discutiram temas relacionados ao agronegócio, cenário econômico rural e empreendedorismo. O evento teve como organizadores o Sebrae Tocantins, o Sindicato Rural de Araguaína, a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), o Mulheres no Agronegócio Tocantinense (MAT), entre outros parceiros.

O gerente do Sebrae em Araguaína, Joaquim Quinta, comentou que a 16º Semana Tecnológica buscou promover o desenvolvimento, com trocas de experiências e inovações sobre diversas perspectivas. “Para nós é motivo de alegria ver que a cada ano os temas evoluem e temos mais adesão por parte dos produtores rurais. Com isso, o evento ganha mais força e relevância, fazendo a diferença na gestão dessas propriedades na região”, destacou.

Nos três dias de eventos, a agenda de atividades contemplou os cursos de técnicas para alimentação de suínos em pequenas propriedades rurais; de produção, mercado, uso como alternativa preventiva e no tratamento contra a covid-19 e de obtenção higiênica do leite. As palestras abordaram os temas sobre a previsão climatológica para a região de Matopiba para a safra 2021/2022; a formação de profissionais para o Agro; aspectos econômicos, sociais e ambientais da pecuária de corte brasileira, piscicultura da região norte do Tocantins, entre outros destaques.

Expoara 2021
A Exposição Agropecuária de Araguaína – Expoara 2021 presencial acontece de 11 a 14 de novembro e a programação digital segue até 10 de dezembro. A proposta é potencializar os negócios por um período maior, buscando a divulgação e o fortalecimento das marcas. A Expoara 2021 é realizada pelo Sindicato Rural de Araguaína (SRA), Sebrae Tocantins, Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), Mulheres no Agronegócio Tocantinense (MAT), entre outros parceiros.

“Os participantes irão contar com uma plataforma de negócios, virtual e presencial, para oferecer mais visibilidade aos expositores, vantagens aos clientes e, assim, gerar mais oportunidades de negociar descontos direto das fábricas e linhas de créditos especiais. “Vamos construir uma nova e moderna Expoara, focando em negócios, em todos os formatos disponíveis, contribuindo com o agronegócio de forma segura e levando conhecimento para o homem do campo, fomentando a cultura, impulsionando o comércio, por meio da feira e levando entretenimento para a população”, afirmou o presidente do SRA, Wagner Borges.

O evento seguirá todos os decretos vigentes e será transmitida por meio das redes sociais do SRA, além de uma estrutura física montada para receber o público e expositores, no Parque de Exposições Dair José Lourenço. A programação conta com palestras, workshop, expedições de campo, rodeio, provas de tambor, laço e marcha, apresentações musicais, leilão beneficente e feira de animais. (Assessoria de Imprensa do Sebrae Tocantins)

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Tocantins

Tocantins cerca de 123 mil pessoas ainda retornaram para tomaram D2 da vacina contra Covid-19

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A pandemia da covid-19 ainda não terminou. Para que isso ocorra, é necessário que a população seja totalmente imunizada e continue com as medidas de prevenção. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta que 123.150 pessoas ainda não retornaram para tomar a segunda dose do imunizante contra a covid-19.

A titular da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) da SES, Perciliana Bezerra, afirma que a população que não completou o ciclo vacinal prejudica as ações de combate à covid-19. “Infelizmente, por essas pessoas não retornarem para tomar os imunizantes, ainda temos pessoas internadas e até óbitos. Se chegássemos a 70% da população imunizada, teríamos uma melhor expectativa de redução dos casos e de internações”, esclarece a gestora.

A SES tem orientado rotineiramente os municípios a realizarem buscas ativas da população faltosa, porém o número ainda continua alto e subindo. “A responsabilidade da imunização é do município e, desde o início da imunização contra a covid-19, em janeiro deste ano, nós recomendamos para as secretarias municipais de saúde que realizem ações para vacinação de sua população. Sabemos que a população não está colaborando, por isso conclamamos que todos façam a sua parte, a vacina está disponível”, afirma Perciliana Bezerra.  (Erlene Miranda)

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