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quarta-feira, 06 / julho / 2022
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Tocantins tem déficit de 166 creches para crianças de 0 a 5 anos

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Dados do Painel de Controle do Ministério da Educação (MEC) revelam que o Tocantins tem um déficit de 166 creches para atender crianças na faixa etária de 0 a 5 anos. Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizado no painel pelo MEC, o Estado tem 148.800 crianças nessa faixa etária; destas, 41.727 estão matriculadas em creches ou pré-escolas da rede municipal ou estadual, de acordo com dados preliminares do Censo Escolar 2011, também utilizado pelo MEC no painel. Ou seja, apenas 28% dos pequenos estão na rede pública, os outros 72% estão na rede particular de ensino ou fora da escola. Dessas 166 creches públicas necessárias, 49 já estão previstas para construção, segundo o painel.

Os municípios de Palmas, Gurupi e Araguaína prevêem para cada unidade atendimento a 300 crianças.

Para Cristiane de Quadros, professora doutora em educação na Universidade Federal do Tocantins (UFT), a educação infantil, que atende essa faixa etária, deveria ser a fase onde deveria haver mais investimentos. “Deveríamos fazer como países, como o Japão, que mais investem na educação infantil. É a fase onde acontece a formação de personalidade e formação de hábitos. Se hoje tivéssemos condições de investir muito na educação infantil, teríamos muitos ganhos no ensino fundamental”, afirma a educadora.

Segundo a professora, a criança que passa pela educação infantil chega ao ensino fundamental já tendo desenvolvido todos os pré-requisitos necessários para ser alfabetizada e para desenvolver os outros pontos da aprendizagem. “Assim, ela se desenvolverá integralmente enquanto aluno no processo de ensino aprendizagem”, detalha Cristiane de Quadros. Segundo ela, não há obrigatoriedade de alfabetizar a criança na educação infantil, mas muitos entendem que a criança tem que sair dominando o conteúdo de aprendizagem. “E na realidade o que a gente defende na educação infantil é que a criança tenha condições de aprendizagem. Ou seja, na hora da alimentação, a gente vai exercer o ato de cuidado; no banho, a construção de hábitos”, exemplifica, acrescentando que o processo do brincar e do lúdico para a criança é momento fundamental. É nesse processo, segundo a professora, que ela elabora o faz de conta e constrói o mundo de realidade dela. “É nesse processo de ludicidade e brincadeira que ela consegue ir se constituindo enquanto sujeito que vai ser adulto futuramente, tendo um desenvolvimento pleno na educação infantil, onde são levados em consideração o tempo, o espaço e as relações que ela tem”, explica.

Binômio

A professora afirma que a educação infantil não se limita a brincar, mas também a educar. “É um binômio que ainda não é muito aceito e compreendido. Cuidar e educar tem que acontecer paralelamente. A compreensão disso ainda é difícil não só dentro da educação, mas também por parte das famílias”, disse. Segundo a professora, a educação infantil é uma fase fundamental para formação, não só intelectual, mas emocional da criança, que precisa desenvolver a sua plena infância até os 12 anos e para isso ele precisa se relacionar com alguém. “Quando ela tem condições e lhe é dada oportunidade para aprendizagem e a práticas pedagógicas, ela aprende e se educa pedagogicamente”, detalha.

De acordo com Cristiane de Quadros, nesse convívio na escola, a criança vai passar por um processo chamado de mediação. “É o relacionamento dela com a professora, dela com ela mesma e dela com as outras crianças. Com a criança mais experiente, ela aprende com o professor e vai se constituindo enquanto sujeito. Daí a importância da educação infantil na formação dessa criança.” (Jornal do Tocantins)

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