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Pará

Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará ganha terreno em Marabá

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Está mais próximo o sonho de construção da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. É que na tarde desta quarta-feira, 17, o reitor da Universidade Federal do Pará, Carlos Maneschy, recebeu uma área de 48 hectares, onde deverá ser erguida a futura universidade, além dos Campus I e II da UFPA que já funcionam em Marabá.

O secretário de Estado de Integração Regional, André Farias, representou a governadora Ana Júlia Carepa na solenidade de assinatura do termo de doação. “Daqui a vinte dias teremos a escritura pública da futura universidade, um grande momento histórico”, ressaltou Farias.

A solenidade de doação do terreno ocorreu no auditório do Campus I da UFPA, em Marabá. Segundo a professora Hildete Pereira dos Anjos, coordenadora do Campus, o recebimento do terreno encerra um ano de negociação, que segundo ela, teve a participação direta da governadora Ana Júlia Carepa, principal articuladora também, da criação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Estado.

Com a construção dos novos espaços universitários, já chamados de campus Tauarazinho, em homenagem ao nome do rio que corta a área do empreendimento, a UFPA terá mais facilidade para administrar os trabalhos. Atualmente, o dia-a-dia sempre é dividido nos Campus I e II. As atividades da biblioteca, informática e administração são duplas. “Parece que temos duas casas diferentes”, compara a professora Hildete Pereira.

Outra vantagem de erguer uma cidade universitária será a de modernizar as atividades físicas como instalação de restaurantes, laboratórios e a oferta de novos cursos e a criação de mestrado. Hoje, existem 16 cursos em funcionamento com mais de dois mil alunos matriculados. Para o secretário André Farias é necessário ampliar a oferta de vagas e pensar no projeto para a região de Carajás.

Segundo o secretário, a região de Carajás tem uma população aproximadamente 1,5 milhão de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) em torno de R$ 2 bilhões de reais. “Por isso, se faz necessário a geração de conhecimento”, destacou, lembrando ainda que, o Governo Popular vem garantindo obras estruturais como eclusas de Tucuruí, que vão permitir o funcionamento da hidrovia Araguaia-Tocantins, a construção do porto de Marabá, abastecimento de água e a Siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa).

Dia histórico

O ato de assinatura do termo de doação do terreno foi considerado por muitos como um dia histórico. O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, disse que o primeiro passo foi dado e que agora a luta será pela construção da obra física. Ninguém arriscou especular em valores financeiro do projeto, mas a parceria que marcou a doação do terreno deverá ser mantida, com ênfase maior de participação do governo do Estado que conduziu a negociação junto ao grupo empresarial.

A área de construção da futura cidade universitária soma 48 hectares e foi doada pelo grupo Leolar, dono também de um empreendimento imobiliário. “Será um sucesso”, disse Taisson do Carmo, representante do grupo na solenidade, que reuniu ainda estudantes, professores, representantes da classe empresarial, além de integrantes de movimentos sociais. Agora, o documento vai seguir ao cartório da cidade de Marabá para composição da escritura pública da área.

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Pará

MARABÁ: Foram sepultadas nesta terça, 1º, ex-secretária de Turismo e filha mortas por pistoleiros

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Os corpos de Vanuza Barbosa, 41 anos, e sua filha, Jackciane Barbosa, 25 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira (1º) em um cemitério no núcleo São Félix, no bairro Novo Progresso, em Marabá, na região de Carajás, no estado do Pará.

As vítimas foram assassinadas na noite de domingo (29) em uma chácara que fica no núcleo São Félix. De acordo com informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, Vanuza foi assassinada com um tiro no rosto e a Jackciane com um tiro no rosto e outro no peito.

Vanuza Barbosa foi secretária de turismo do município no período de 2009 a 2012. Jackciane Barbosa é bacharel de Direito e passou recentemente na proba da OAB.

Polícia Civil informou que investigação do caso segue em sigilo e que nenhum suspeito foi preso ainda.

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Pará

“Novo Cangaço” volta a atacar no Pará

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Uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), para assaltar bancos. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes foi morto pelos assaltantes após ser feito de refém.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência bancária.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que levaram terror a Criciúma.

“Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados”, diz Márcio Mendes, morador da cidade, em entrevista a GloboNews. “Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar.”

Ao menos 2 agências bancárias foram atacadas, segundo relatos de moradores. Uma, do Banco do Brasil, fica no prédio da Câmara dos Vereadores e ficou destruída. A outra é do Banpará, o banco estadual.

Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Por volta das 2h, o prefeito da cidade pediu que as pessoas ficassem em casa. “Nossa cidade sempre foi pacífica”, escreveu Valente.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

“Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense”, escreveu governador.

Em 2020, o estado registrou ao menos dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “praticamente todos os envolvidos” foram presos.

Cametá está localizada às margens do Rio Tocantins, próximo à Ilha do Marajó, no Norte do estado. O acesso à cidade não é considerado fácil. Muitas pessoas usam barcos pela região.

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Pará

REDENÇÃO: Operação Seguro Fake apura fraudes em benefícios do seguro desemprego

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça, 1, a Operação Seguro Fake II, que visa apurar esquema de fraudes ao seguro desemprego, e outros benefícios sociais, no Pará.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionados a alvos localizados na cidade de Redenção/PA, sendo um dos  mandados cumprido em Palmas/TO. A Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor um milhão de reais.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário (art.171, parágrafo 3, do Código Penal), inserção de dados falsos em sistema de informação (art.313-A do Código Penal) e organização criminosa (art.2, caput, da Lei n° 12850/2013).

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