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Valor da cesta básica deve seguir ‘pressionando’ as famílias, prevê economista

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Os produtos que compõem a cesta básica tiveram queda de preços em nove capitais do país em junho. No acumulado de 2021, o Dieese verificou que a maior retração nos valores dos alimentos entre as capitais foi em Belo Horizonte (MG), com -6,4%. Já os dados referentes ao mês passado apontam queda de preços entre -0,3%, em Natal (RN), e a -2,2% em Goiânia (GO). 

Os valores da cesta básica foram influenciados, de acordo com dados da pesquisa do Dieese, pela queda dos preços do arroz em 12 capitais. Vitória – ES, teve a maior queda de preço no quilo do grão de 2,9%. Porto Alegre (RS) (-2,8%), São Paulo (SP) (-1,8%) e Florianópolis (SC) (-1,7%). A batata, -30,9% em Vitória, e a banana, -13,2% em Belo Horizonte, também contribuíram para a queda de preços da cesta básica. 

“Não tenho percebido. Sou muito atenta aos preços. Está sendo assustador ir ao supermercado com intenção de voltar com o carrinho cheio, mas, a gente não está vendo essa realidade [queda nos preços]”, disse Mirce Oliveira, 52 anos, consumidora de Goiânia. 


Na capital do país, os valores da cesta básica tiveram queda de 0,5%, mas, segundo Osvaldo Serqueira, 73 anos, morador de Brasília, é insuficiente para ser notada no supermercado. 

“Não vejo. Vou ao comércio com frequência. Sou pai de família. Acabei de chegar do mercado e me espantei com o preço da cesta básica. Muito caro mesmo”, relata o aposentado. 

A tendência de queda nos valores da cesta básica em junho ainda não é capaz de dar alívio aos bolsos dos consumidores. Isso porque, os produtos acumulam alta de quase 30% nos preços, nos últimos 12 meses nas capitais. Ou seja, a retração atual não foi suficiente para influenciar descontos consideráveis. 

“Nos últimos 12 meses, mesmo com a melhora na ponta da curva do último mês, o arroz, por exemplo, que caiu 1% na última medição do IPCA, tem acumulado em 12 meses 46% de alta. Ou seja, está pesando muito no orçamento das famílias”, lembra o economista e pesquisador da Unicamp, Felipe Queiroz.

De acordo com o Dieese, o custo médio da cesta básica teve aumento em oito capitais e retração em nove, nos últimos 12 meses. As maiores altas foram registradas em Fortaleza (1,7%), Curitiba (1,5%) e Florianópolis (1,4%). 

No período dos últimos 12 meses, as maiores altas acumuladas no preço da cesta básica foram em Brasília (29,8%), Porto Alegre (25,3%), Florianópolis (24,8%), Vitória (22,2%) e Curitiba (22,2%). 

Os produtos da cesta básica que mais tiveram aumento de preços foram leite, açúcar, carne e óleo de soja. A cesta mais cara foi registrada em Florianópolis a R$ 645,38. 

“Mesmo que tenhamos melhorias a curto prazo nos preços, com a taxa de desemprego elevada, o poder de compra das famílias em baixo, o preço relativo da cesta básica no orçamento familiar tende a continuar ainda pressionando muito as famílias”, alerta Felipe Queiroz.

Arte: Brasil 61
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Damaso destaca as principais votações em plenário na semana

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou uma série de matérias importantes e o deputado Osires Damaso destacou algumas delas. A primeira proposição aprovada foi o Projeto de Lei Complementar 11/20 que fixa o valor para cobrança de ICMS sobre combustíveis.

O texto aprovado obriga estados e Distrito Federal a especificar a alíquota para cada produto por unidade de medida adotada, que pode ser litro, quilo ou volume, e não mais sobre o valor da mercadoria. Na prática, a proposta torna o ICMS invariável frente a variações do preço do combustível ou de mudanças do câmbio.

Atualmente, o ICMS incidente sobre os combustíveis é devido por substituição tributária para frente, sendo a sua base de cálculo estimada a partir dos preços médios ponderados ao consumidor final, apurados quinzenalmente pelos governos estaduais. As alíquotas de ICMS para gasolina, como exemplo, variam entre 25% e 34%, de acordo com o estado.

No substitutivo, as operações com combustíveis sujeitas ao regime de substituição tributária terão as alíquotas do imposto específicas por unidade de medida adotada, definidas pelos estados e pelo Distrito Federal para cada produto.

Também foi aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 391/17, que aumenta em 1 ponto percentual os repasses de alguns tributos da União para as cidades, por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). De autoria do Senado, a matéria segue para promulgação.

Atualmente, de 49% da arrecadação total do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), 22,5% ficam com as cidades por meio do FPM. Com a PEC, passam a ser 23,5%, aumentando o repasse global de 49% para 50% da arrecadação.

O texto prevê um aumento gradativo nos quatro primeiros anos da vigência da futura emenda constitucional. Nos dois primeiros anos, o repasse a mais será de 0,25%. No terceiro ano, de 0,5%; e do quarto ano em diante, de 1%. Se a proposta for promulgada ainda este ano, os novos repasses começarão em 2022 e os valores deverão ser depositados todo mês de setembro.

Outra matéria aprovada foi a Medida Provisória 1057/21 que reedita programa de crédito pelo qual os bancos fazem empréstimos sob seu risco em troca de créditos presumidos a serem usados para diminuir tributos. O texto seguirá agora para o Senado.

Conforme a MP, o Programa de Estímulo ao Crédito (PEC) será direcionado a microempreendedores individuais (MEI), a micro e pequenas empresas e a produtores rurais com faturamento até R$ 4,8 milhões. (Com informações da Agência Câmara)

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Bastidores

Ciente do blefe de Carlesse sobre re-reeleição, Cinthia defende nome de Gomes

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Durante entrevista ao site Gazeta do Cerrado, na manhã desta sexta-feira, 15, a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), foi enfática ao defender o nome do senador Eduardo Gomes (MDB), ao Governo do Tocantins, na eleição de 2022.

As declarações de Cinthia, vem logo após o governador Mauro Carlesse (PSL), comentar oficialmente que vai tentar a re-reeleição. Que na verdade, não passa de uma cartada no tabuleiro eleitoral, para manter próximo, líderes, prefeitos e vereadores.

De quebra, Cinthia também defendeu o nome da deputada federal, Professora Dorinha (DEM), para o Senado. É válido lembrar que Dorinha é desafeto de Carlesse, já o derrotou na disputa pelo comando do DEM no Tocantins, e caminha para impor nova derrota ao governador, desta vez, pelo comando do novo partido, o Muda Brasil, fusão de DEM e PSL.

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Ricardo JM, Ygor Cortez e Marcos Duarte estão entre os principais pré-candidatos evangélicos a deputado de Araguaína

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Em Araguaína, segundo maior município do Tocantins, pelo menos três evangélicos estão de olho em uma das oitos vagas na Câmara dos Deputados em 2022. Entre os postulantes, estão vereador Ygor Cortez, vereador eleito na última eleição e membro da Assembleia de Deus CADETINS. Nos bastidores, Cortez é tido como certo de que irá para a disputa com apoio do segmento evangélico e da classe empresarial.

Outro nome que foi abençoado pela Assembleia de Deus Madureira, é o do empresário Marcos Duarte, eleito vereador com o apoio da denominação. Ele conta com o apoio da Nação Madureira.

Sob novo comando no Tocantins, o PROS pretende lançar o 1º suplente de vereador Ricardo JM. Ele obteve 723 votos na última eleição, é conhecido no Estado devido ao trabalho jornalístico que desenvolve há mais de 14 anos, sendo referência no segmento cristão. Ele é presbítero da Assembleia de Deus COMADESMA.

Após a publicação da matéria, a assessoria do vereador e pré-candidato Marcos Duarte, disse que a Nação Madureira escolheu os nomes de Felipe Martins e Marcos Duarte como pré-candidatos, mas ainda não definiu quem irá sair como deputado estadual e federal.

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