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Pará

Violência no campo é tema de audiência pública em Anapu-PA

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A violência agrária em Anapu, no sudoeste do Pará, foi tema uma audiência pública realizada na Câmara Municipal da cidade, que se tornou conhecida internacionalmente após o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, em 2005. De acordo com os trabalhadores rurais, 11 anos após o crime, a área continua registrando crimes pela disputa de terras.

Por meio da assessoria em Brasília, o Incra informou que a regularização fundiária é de responsabilidade da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, que executa ações de regularização de terras pelo programa “Terra Legal”. Já a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) disse que tomou as medidas necessárias para prevenir possíveis conflitos na região mencionada na cidade de Anapu, como o reforço da PM com o emprego da patrulha rural, além da instauração de inquéritos, por intermédio da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, para apurar fatos que venham a ser registrados em lotes da mata preta.

O encontro contou com a participação de autoridades, lideranças comunitárias, agricultores e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que cobrou medidas para conter o avanço dos conflitos agrários no município. O padre Amaro Lopes, que acompanha a situação das famílias vítimas da violência, diz que nove mortes ocorridas nos últimos 12 meses podem ter ligação com disputas de terras.

“Essas mortes ficam impunes. O único que deu nome e foi na casa dele ameaçar que está sendo caracterizado como conflito agrário”,  explica o sacerdote.

Segundo a Ouvidoria Agrária Regional, Anapu possui 20 áreas de riscos de conflitos. O ouvidor agrário regional, Marcial Mota, conta que tem percorrido as áreas com a patrulha rural, feita pela Polícia Militar. Ele diz que já comunicou as autoridades sobre a gravidade da situação de conflito no município, principalmente as ameaças às famílias que estão nas áreas disputadas.

“O grande problema desses conflitos agrários é a insegurança com relação à posse e ao domínio da área. Essa insegurança faz com que o posseiro se julgue dono e o ocupante também se ache dono”, explica Mota.

Rotina de medo
Um agricultor de Anapu, que prefere não revelar a identidade, revela que recebeu ameaças de morte de pistoleiros da região.

“Fui para dentro do mato, passei aproximadamente três meses para lá e depois voltei. Retornei para a cidade e fui obrigado a mudar da residência onde eu morava. A gente sempre procura as autoridades e até agora não vimos ninguém dizer: ‘Não, está preso porque anda matando trabalhador’”, diz.

A Polícia Civil diz que os crimes ainda estão sendo investigados. Neste ano, foram registrados 16 assassinatos no período de janeiro a junho, mas segundo o delegado de Anapu, Élcio de Deus, apenas duas dessas mortes teriam sido motivadas por conflito no campo.

“Isso não quer dizer que no decorrer da investigação uma coisa não possa virar outra. Uma morte que a gente pensou a princípio que não fosse decorrente de conflito agrário pode ter informações posteriores de que ela é de conflito agrário”, ressalta.

Um grupo de agricultores foi à audiência pública em busca de ajuda para resolver o impasse. Eles contam que foram expulsos e que tiveram barracos e roças queimadas por sete vezes.

“É uma situação lamentável porque a condição financeira de todas essas pessoas que se dispõem a ocupar uma terra dessa situação são pessoas bem carentes”, diz o agricultor Geraldo Pereira.

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Pará

Hospitais públicos estão com vagas de emprego em Ananindeua e Belém, no Pará

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A Pró-Saúde, uma das maiores entidades filantrópicas de gestão hospitalar do país, está com vagas de emprego abertas para atuação em duas regiões no Pará. As oportunidades contemplam o município de Ananindeua, na Região Metropolitana, e Belém, capital paraense.

No Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, as vagas são para auxiliar de farmácia e auxiliar de higienização e limpeza, com prazo para inscrição até a próxima quinta-feira, 22. Há vagas também para técnico de enfermagem e enfermeiro, com prazo até o dia 26 de abril.

No Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), localizado em Belém, as oportunidades são para auxiliar de manutenção e farmacêutico (temporário). As inscrições vão até o final do mês de abril.

Cada fase do processo seletivo, como provas e entrevistas, será realizada no próprio local da vaga. Todas as etapas são eliminatórias.

Saiba como participar do processo seletivo

As oportunidades contemplam vários níveis de escolaridade e são para as áreas assistenciais e de apoio. Pessoas com Deficiência (PCD) podem se candidatar.

Para participar, é necessário que o candidato acesse o site da Pró-Saúde, no endereço: https://www.prosaude.org.br.

Em seguida, no menu “Trabalhe Conosco”, selecione a opção “Conheça nossas oportunidades”. Clique na vaga desejada e, depois, acesse a opção “Cadastre seu Currículo”.

Todos os detalhes das vagas, como requisitos básicos para candidatura, estão disponíveis no portal.

Para concluir o processo de inscrição, os candidatos devem ter perfil no portal VAGAS (www.vagas.com.br), plataforma externa reconhecida no mercado e que proporciona transparência ao processo.

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Pará

PARAUAPEBAS: Pequenas empresas já podem acessar link para pedir crédito especial ao Banco do Povo

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As pequenas empresas, associações e cooperativas de serviço e de trabalho de Parauapebas já podem solicitar empréstimo especial ao Banco do Povo, no valor de até R$ 10 mil, a partir desta segunda-feira, 19.

Basta acessar o site da prefeitura no endereço parauapebas.pa.gov.br e clicar no banner de cadastro do Banco do Povo.

O cadastro ficará disponível pela prefeitura até o valor total dos pedidos alcançar R$ 10 milhões.

Conforme o Decreto Municipal nº 1.189/21, publicado na última sexta-feira, 17, para ter direito ao benefício as empresas devem estar instaladas há pelo menos um ano em Parauapebas. Já as associações e cooperativas precisam comprovar que estão em atividade há mais de seis meses no município e que têm pelo menos 70% do quadro social composto de micro e pequenos empresários.

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Pará

PARAUAPEBAS: Campanha de doação de sangue tem resultados positivos

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No último final de semana, 17 e 18 (sábado e domingo), foi realizada a campanha de doação de sangue, com tema: “Em tempos de pandemia, distribua amor, doe sangue”.

A campanha foi destinada aos doadores com fator Rh tipo “O” por ser o mais escasso durante esse período de pandemia da covid-19, que levou à queda no número de doações de sangue. Por essa razão, diversos hemocentros operam em estado crítico. Diversas medidas foram adotadas para diminuir o risco de contágio pelo coronavírus, todos os voluntários foram previamente agendados, dessa forma evitando aglomerações.

A campanha foi promovida no município pela Prefeitura Municipal de Parauapebas, através da Secretaria Municipal da Saúde (Semsa), em parceria com o Hemocentro de Marabá.

De acordo com a organizadora da campanha no município, Aline Ferreira, Coordenadora da Agência Transfusional de Parauapebas, as doações foram bem significativas. “Conseguimos coletar 175 bolsas de sangue durante o fim de semana, ultrapassamos a meta que estava proposta para 160 bolsas. Esse número é muito importante, pois nos estimula a trabalhar ainda mais e criar novas campanhas no município”, comemora.

Segundo o secretário de saúde, Gilberto Laranjeiras, mesmo em período de pandemia as doações não podem parar. “Em tempos de pandemia os bancos de sangue estão sendo monitorados e já apresentam uma diminuição nos estoques de bolsas. O Ministério da Saúde orienta que as doações não devem parar. Segundo a Colsan (Associação Beneficente de Coleta de Sangue), os postos de coleta de sangue já tiveram uma queda de 30%, e com esta preocupação organizamos está campanha seguindo todas as orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde), para garantir segurança de quem gentilmente doou sangue nesse final de semana. Quero agradecer a parceria dos munícipes da nossa cidade que com a ajuda deles ultrapassamos a meta de doações”.

Entenda um pouco mais sobre a doação de sangue

Doação de sangue é o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro para uso subsequente em transfusões de sangue.

O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do nosso corpo, defender nosso organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que substitua o sangue.

A quantidade de sangue retirada não afeta a sua saúde porque a recuperação é imediata após a doação. Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450 ml de sangue. É pouco para você e muito para quem precisa! Você passará por uma entrevista que tem o objetivo de dar maior segurança para você e aos pacientes que receberão o seu sangue. Seja sincero ao responder as perguntas!

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.

“Não existe nada que substitua o sangue. A doação é um ato de solidariedade que ajuda a salvar vidas. Por isso, seja um doador frequente. Essa corrente precisa de você”, enfatiza o Secretário adjunto de saúde, Paulo Vilarinhos. (Nívea Lima / Foto: Renato Resende)

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