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Bico do Papagaio

Workshop Cheias e Secas do Rio Tocantins discute sobre o papel da UHE Estreito e da Defesa Civil

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Na quinta-feira, 10, aconteceu o I Workshop: Cheias e Secas do Rio Tocantins. O evento idealizado pelo Consócio Estreito Energia (CESTE), aconteceu no Centro de Visitantes da Usina Hidrelétrica, localizado na BR-230, em Estreito-MA. Segundo o gerente do CESTE, a seca do Rio Tocantins não é causada pela hidroelétrica.

Durante o encontro que tinha como tema “O papel da Usina Hidrelétrica de Estreito e da Defesa Civil”, foram abordadas várias temáticas, dentre elas, os impactos da Usina com a seca do Rio Tocantins, tema que fora discutido entre a Comissão Parlamentar do Estado do Maranhão; deficiência hídrica; evolução das secas, impactos ambientais e sociais; importância da água, entre outros.

Na ocasião, técnicos do CESTE explanaram questões relativas à Usina Hidrelétrica de Estreito; ENGIE Brasil Energia; Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e sobre a importância das Defesas Civis nos municípios que constituem a abrangência da UHE Estreito.

Segundo os técnicos do CESTE, a defluência praticada pela UHE durante o período seco é superior à vazão afluente natural no local do aproveitamento. Ou seja, somente durante um curto período de tempo operou-se com defluência inferior à vazão afluente natural, tendo em vista que seu armazenamento encontra-se abaixo do nível mínimo operativo.

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O empresário da Empresa PIPES e dono do Resort Pedra Caída, Pedro Iran, disse que a UHE Estreito possuiu uma parcela de contribuição para a seca do Rio Tocantins. “Desde 1952 que estou morando às margens do Rio Tocantins e garanto que essa é a pior seca de todas. A seca realmente foi braba e a hidroelétrica não querendo perder a produção de energia, fechou demais a vazão do reservatório e prejudicou a população dos municípios”, pontuou.

De acordo com dados estatísticos, a seca no Rio Tocantins de 2016, já supera a do ano passado. A desde ano é considerada como a mais severa desde a década de 70. “Devido à grande severidade do período seco em 2016, a UHE Estreito vem operando com uma média de geração em tono de 20% de sua capacidade máxima de produção, cujo valor corresponde a 1.087MW”, pontou o coordenador de pré-operação, José Vicente Miranda Rescigno.

Sobre o rebaixamento dinâmico do reservatório da UHE Estreito, a regra visa uma proteção à região localizada a montante do aproveitamento. Ao mesmo tempo, o rebaixamento do reservatório é limitado à vazão afluente de 14.350 m³/s, que corresponde à vazão próxima ao TR de 2 anos.

Há cinco anos o Rio Tocantins vem sendo atingido pela seca. Conforme o gerente geral do CESTE, João Rezek Junior, 2016 é o pior ano da seca na bacia do Tocantins. “É a UHE Estreito que está causando a seca do Rio Tocantins? Não é o CESTE que está fazendo com que esse fenômeno ocorra. É a situação da bacia do Tocantins que está com níveis inferiores ao seu índice normal”, ressaltou.

Projeções feitas pela equipe técnica do Consórcio revelam que até o final de 2023, a possibilidade de recuperação de armazenamento do reservatório da Hidrelétrica de Serra da Mesa, deva chegar ao patamar de 100%, mas isso dependerá da proporção de chuvas nas regiões dos reservatórios.

A UHE Serra da Mesa é a hidroelétrica responsável por mais de 50% da capacidade de armazenamento de água na bacia do Rio Tocantins e se constitui na principal fonte de regularização de vazões. Por este motivo, o Rio Tocantins é fundamental para toda a região geográfica por ele percorrido.

De acordo com Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2016 constatou-se pelo quinto ano consecutivo que as vazões naturais à UHE Serra da Mesa foram inferiores à média histórica de 770 m³/s, ficando em cerca de 55% da média histórica. O atendimento à restrição de vazões defluentes mínimas na UHE Estreito, principalmente na temporada de praias, de 1.000 m³/s, consumiu ao longo dos últimos anos boa parte dos recursos de armazenamento para a bacia do Rio Tocantins na UHE Serra da Mesa.

Ainda de acordo com o ONS, a flexibilização (redução) nas defluências mínimas dos aproveitamentos hidroelétricos permite uma melhor utilização dos estoques da água armazenados no reservatório da UHE Serra da Mesa, assegurando o atendimento dos usos múltiplos na bacia do Rio Tocantins ao longo do ano. “Se vier a ocorrer a série hidrológica média na UHE Serra da Mesa nos próximos anos, poderia se ter a recuperação plena de seu armazenamento ao final de abril de 2019, mas se persistir em ocorrer uma série hidrológica como nos meses de novembro de 2015 e outubro de 2016, deverá se chegar a 40% de seu armazenamento ao final de abril de 2023”, destacou Luís Guilherme Ferreira Guilhon.

O coordenador da Defesa Civil de Tocantinópolis, Emivaldo Aguiar destacou que o encontro serviu para sanar dúvidas e fortalecer o conhecimento acerca das ações atinentes à Defesa Civil, bem como conhecer os procedimentos relativos quanto aos cuidados preventivos durante quaisquer anormalidades que por ventura vier a ocorrer no município.

Além da participação do gerente geral do CESTE, João Rezek, estiveram presentes durante o evento o coordenador da Defesa Civil de Tocantinópolis, Emivaldo Aguiar, a coordenadora da Secretaria da Mulher, Verônica Macedo e o assessor de Comunicação, Dirceu Leno e demais representantes da região tocantina. (Dirceu Leno)

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Bico do Papagaio

AXIXÁ: Licitação para obras de segurança viária no povoado Grotão é iniciada

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Com os objetivos de eliminar o risco de atropelamento de crianças e da população em geral e ampliar a segurança viária na comunidade do Grotão, às margens da rodovia TO-201, no Bico do Papagaio, o Governo do Tocantins iniciou a licitação para execução de diversas obras no local.

A licitação é para cumprimento das atribuições da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto). A concorrência está aberta a todos os concorrentes oriundos de países elegíveis do Banco Mundial.

Os recursos são provenientes do Programa de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável (PDRIS). O projeto tem prazo de execução de seis meses, por empreiteira que vencer a licitação. O projeto está sendo citado pelo Banco Mundial como um modelo a ser replicado em outras localidades e até em outros países.

As obras são de terraplenagem, pavimentação asfáltica, drenagem, sinalização vertical e horizontal, jardinagem, acessibilidade, mobilidade urbana e quiosques no Povoado Grotão, município de Axixá, além de execução das especificações técnicas ambientais e sociais.

Projeto

A região do Bico do Papagaio tem a característica de vários aglomerados que se formaram às margens das rodovias. As estradas levam desenvolvimento para a região, mas as pessoas vêm para as suas margens, dando origem aos povoados. O projeto é de grande importância socioeconômica para a comunidade do povoado Grotão.

De acordo com o projeto, serão construídas lombofaixas, acessos laterais, calçadas, pontos de ônibus e vans em recuo com rampas de acesso e cobertura, oito quiosques, ruas do tipo marginal a rodovia, defensas metálicas em pontos estratégicos, trevo de acesso. Foram cadastrados os comerciantes de produtos locais que irão para os quiosques.

A comunidade foi ouvida por meio de duas audiências públicas e, após a elaboração do projeto, este foi apresentado e aprovado pela população do povoado. Ou seja, houve indicações de locais mais adequados para parada de vans e ônibus e demais sugestões da comunidade foram acatadas.

“Foi efetuado um diagnóstico envolvendo 10 povoados do Bico do Papagaio, devido às obras do Banco Mundial de restauração de rodovias tipo Contratos de Restauração e Manutenção (Crema). O povoado Grotão foi escolhido, pois tinha múltiplos problemas com a segurança viária. Nesta rodovia, já foram registrados acidentes, relacionados com a travessia do povoado Grotão. Neste sentido, o projeto busca reduzir os acidentes para uma melhor convivência entre a comunidade do povoado e usuários da rodovia estadual”, afirmou a diretora de Engenharia de Tráfego e Segurança Rodoviária da Ageto, Lucia Leiko.

São obras de um projeto-piloto de segurança rodoviária destinada à travessia de povoados e centros urbanos. Segundo a secretária da Infraestrutura e presidente da Ageto, Juliana Passarin, “os riscos de acidentes no local são devidos aos acessos irregulares à rodovia, tipo gato por veículos. Paradas de van e ônibus dentro da rodovia sem acessibilidade à comunidade. Comércio de produtos locais no acostamento da via que é de alta velocidade. Falta de calçadas e defensas metálicas para proteção”, declarou.

As obras de melhorias devem ser entregues ainda este ano. Existe a possibilidade de que o modelo adotado no Tocantins seja utilizado pelo Banco Mundial em outros países. (Luzinete Bispo)

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XAMBIOÁ: Novas cenas de violência entre moradores são registradas no centro da cidade

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O FATO OCORREU NESTA TERÇA, DIA 20.
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XAMBIOÁ: Homem é encontrado morto no meio da rodovia

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Um homem identificado como Silvan de Sá Silva, de 31 anos, foi encontrado morto nno km 25 da TO-164, na zona rural do município de Xambioá. A suspeita é que ele tenha sido vítima de atropelamento e arremessado a vários metros de distância.

O homem estava caído no meio da rodovia, na manhã desse domingo (18). A vítima apresentava um corte na cabeça com afundamento no crânio e havia muito sangue espalhado na pista.

A Polícia Científica realizou os trabalhos periciais a fim de desvendar o que realmente ocorreu no local.

O tio da vítima disse à polícia que esteve com Silvan no período da tarde ingerindo bebida alcóolica no Assentamento Grota do Lage. Depois, eles foram para a cidade de Araguanã. Contudo, já no período da noite, volta das 21h, Silvan teria pedido a motocicleta do tio emprestada para sair com uma garota não identificada. 

Um funcionários de uma empresa disse que passou pelo local do acidente por volta das 22 horas de sábado (17) e viu uma motocicleta estacionada com duas pessoas ao lado do veículo, mas não soube informar se uma delas era a vítima.

A motocicleta estava a uns 50 metros de distância do corpo, e apresentava alguns danos. Também havia dois capacetes e um par de sandálias. (AF Notícias)

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