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Pará

XINGUARA: Audiência pública sobre Cavalgada Ruralista propõe mudanças para as próximas edições

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Realizada no dia da Independência do Brasil, a tradicional “Cavalgada Ruralista de Xinguara” contou este ano com um recorde de mais de 3 mil participantes, e, como já de costume no município, abriu a Feira Agropecuária de Xinguara em sua 22º edição. Em paralelo ao sucesso de público, em setembro alguns problemas foram acentuados no evento, incluindo o uso excessivode aparelhos de som acima do volume permitido em lei e os preparativos da cavalgada.

Em face disso, na manhã da última quinta (31), no auditório da Câmara Municipal de Vereadores de Xinguara, a 2º Promotoria de Justiça de Xinguara realizou uma audiência pública sobre a ‘Cavalgada Ruralista’ com representantes de diversos órgãos locais e da sociedade civil. O 2º promotor de justiça Alexandre Azevedo de Mattos Moura Costa presidiu a audiência, que foi concentrada nos problemas da mais recente cavalgada e das propostas para a realização das próximas edições do tradicional evento. O 1º promotor de Justiça Luiz da Silva Souza também atuou na audiência.

A audiência contou com a presença do prefeito de Xinguara, Osvaldo de Oliveira Assunção; do secretário de Meio Ambiente, Clécio Witeck; do presidente do Sindicato Rural de Xinguara, Joel Carvalho Lobato; e representantes de outros órgãos como a Secretária de Saúde, Detran, Batalhão de Polícia Militar, Delegacia de Polícia Civil de Xinguara; e sociedade civil do município. 

São mais de 2 mil animais, entre cavalos e bois, para cerca de 3 mil pessoas cavalgarem por aproximadamente 10 quilômetros, além do público que assiste à cavalgada.  Com todo esse contingente, na audiência os pontos de discussão foram o transtorno causado pela utilização ao longo do percurso de carros com potentes equipamentos de som automotivo, o alto consumo de bebidas alcóolicas, o aumento do número de pacientes dando entrada na urgência e emergência da UPA, dentre outros.

Sobre o uso de carros de som, a conclusão, com base no que foi discutido entre os participantes, não foi proibir em absoluto a utilização dos sons automotivos durante a cavalgada, mas regulamentar e fiscalizar esse uso. Na avaliação final do promotor Alexandre, a utilização de carros de som está gerando dois grandes problemas, o primeiro seria ‘’o desvirtuamento da natureza agropecuária e sertaneja da cavalgada’’ e o segundo seria ‘’a extensão dos festejos para além do período e objetivo da cavalgada, podendo indiretamente implicar no aumento de acidentes e confusões’’.

O acordo para as próximas cavalgadas foi destinar espaços específicos da avenida para os carros de som, sendo necessário um cadastramento prévio dos veículos autorizados a entrar na avenida com os equipamentos de som. Além disso, ficou acordado que os órgãos de fiscalização e policiamento deverão fiscalizar essas autorizações e medir os decibéis dos carros no dia do evento. A poluição sonora é crime conformo a Lei 9.605/98.

A  divisão em lotes do canteiro central da avenida Xingu também foi tema de discussão. A avaliação dos participantes foi unanime na conclusão, ‘’de que essa sistemática trouxe diversos benefícios em relação aos anos em que não foi adotada. Foi pontuado por diversos expositores que com a divisão, pré-cadastramento e sorteio dos lotes evitou-se disputas e brigas por parte dos populares que se aglomeravam ao longo da avenida para tentar conseguir um espaço, muitos dias antes da realização do evento’’.

Em relação ao cadastramento, ficou acordado que deve-se abrir prazo razoável para que os interessados façam um pré-cadastro de modo a participar do sorteio dos espaços destinado ao público ao longo da avenida Xingu, durante a cavalgada, devendo também haver um período antes do evento para que seja oportunizada confirmação no interesse no local.

Sobre o trajeto e duração da cavalgada, também discutido, foi levantada a possibilidade de diminuir esse trajeto em outros trechos e/ou aumentar o trecho na avenida Xingu, visto ser o local mais procurado pela população para assistir o evento. Também houve unanimidade no sentido de que a cavalgada deverá se encerrar pontualmente às 16h, para desobstrução das vias públicas.

Ao fim da audiência, o Promotor de Justiça Alexandre Azevedo da Mattos Moura Costa destacou que é imprescindível iniciar esse debate com grande antecedência, ‘’de modo a haver tempo para que as mudanças sejam discutidas, decidias e divulgadas. Assim a população não será pega de surpresa e terá tempo para se acostumar com a nova sistemática’’.

O promotor também abordou a necessidade de aumentar o contingente do policiamento na cidade na ocasião do evento para tornar mais eficaz a fiscalização.

 

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Pará

No Pará, ‘Triagem Pós-Covid’ vai tratar sequelas da doença

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O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), lançou na noite desta terça-feira (24) o Programa Triagem Pós-Covid, que atenderá pacientes oriundos de todas as regiões do Estado que tiveram a doença e apresentam sequelas, como alteração no paladar e olfato, ansiedade, rinite, insônia ou hipertensão arterial. O programa, lançado no Palácio do Governo, em Belém, também atenderá pacientes que já faziam acompanhamento médico e precisaram interromper devido à pandemia.

“A nossa intenção com este programa é continuar o cuidado com o nosso paciente. São muitas pessoas que, mesmo após a doença, continuam procurando atendimento, pois ficaram com alguns sintomas residuais. Sabemos que se trata de uma ideia inovadora, que pode, inclusive, servir de referência para outros Estados”, ressaltou o titular da Sespa, Rômulo Rodovalho.

A meta do programa é oferecer 130 consultas por dia, sendo 50 vagas para homens, 50 para mulheres e 30 para atendimento infantil. “Vamos fazer atendimento pediátrico com consultas com psicólogos, nutricionistas e fonoaudiólogos. Tudo isso pensando nas sequelas de crianças que passaram muito tempo em casa, tiveram aumento de peso, pois não conseguiram controlar a alimentação, e que, além disso, estão esse tempo todo fora da sala de aula. Tudo isso vem trazendo muitos transtornos para toda a família, por isso estamos disponibilizando esses atendimentos fundamentais”, informou Luiz Fausto Silva, diretor da Policlínica Metropolitana.

O Programa Triagem Pós-Covid foi elaborado após a equipe técnica da Sespa, em conversa com diretores de hospitais e profissionais da área de saúde que fazem parte da linha de frente no combate à Covid-19, constatar que muitos pacientes ainda precisam de atendimento, mesmo após a recuperação da doença, mas não sabem onde procurar. Quem já teve Covid-19 e está sem sintomas gripais, mas sente sintomas que podem ser consequência do novo coronavírus (dores no peito, nas pernas e na cabeça, ou cansaço, sintomas inexistentes antes do contágio), tem o perfil para o atendimento oferecido pelo programa.

O objetivo do governo estadual é expandir o programa para as demais regiões do Pará. “Nós temos que pensar em todo o Estado, e temos que trabalhar para que os serviços cheguem aos 144 municípios. Neste momento estamos lançando e iniciando os serviços na Policlínica Metropolitana (em Belém), mas é fundamental que os hospitais regionais estejam com esses serviços disponíveis, para que independentemente das distâncias, todos que precisem e tenham diagnóstico de sintomas pós-Covid também sejam prontamente atendidos”, enfatizou o governador Helder Barbalho.

Procedimento – O atendimento será realizado sem a necessidade de encaminhamento. Basta que o paciente entre em contato com a Policlínica pela Central de Atendimento, por meio do telefone 4005-0510 e pelos números de WhatsApp: (91) 98521-5110 / 98564-7638 e 98526-9319.

Ao chegar à Policlínica o paciente será encaminhado a um clínico geral, e em seguida fará um check-up básico, com exames de sangue e radiografia. Também receberá orientações e encaminhamento para um especialista, se necessário.

“O agendamento dos atendimentos será realizado exclusivamente através da nossa central telefônica/WhatsApp, no número 4005-0510. O paciente não necessita vir até a Policlínica para agendar. Uma vez agendado o atendimento, o paciente receberá via WhatsApp a confirmação do dia e do horário para realização dos exames e avaliações médicas (clínica e pediátrica). No dia marcado, basta o paciente comparecer à Policlínica 40 minutos antes da hora da consulta, com seus documentos pessoais: RG, CPF, comprovante de residência com CEP e cartão do SUS”, explicou Lilian Gomes, diretora executiva da Policlínica Metropolitana.

As consultas serão oferecidas de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 h, na Policlínica Metropolitana, localizada na Avenida Almirante Barroso, entre a Avenida Dr. Freitas e a Travessa Perebebuí, bairro do Marco. (Agencia Pará)

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Pará

PARAUAPEBAS: Homicida integrante de facção criminosa é preso

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Um homem suspeito de participar de uma facção criminosa e ter envolvimento em duas mortes ocorridas em maio deste ano, em Parauapebas, foi preso no início da tarde desta segunda-feira, 23. A ação da Polícia Civil deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal do município. 

O investigado compareceu à Delegacia do Município para denunciar uma suposta abordagem de agentes de segurança contra ele, logo foi reconhecido e recebeu voz de prisão.  

Com a prisão do indiciado, foram contabilizadas cinco prisões de membros de uma facção criminosa, os quais estariam envolvidos na morte de dois amigos ocorrida em maio, cujos corpos foram encontrados em um sítio localizado na zona rural de Parauapebas.

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Pará

PARAUAPEBAS: Travestis dão surra em cliente após recusar pagar programa

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Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada por volta das 3h da manhã deste domingo (22) para atender a uma ocorrência de agressão. Segundo a denúncia, três travestis estavam espancando um homem a golpes de capacete, no Bairro Beira Rio I, perto da Estação Rodoviária em Parauapebas, município Sudeste Paraense.

Ao chegar no local, os militares conseguiu prender os travestis identificados como João Vitor Magalhaes dos Santos e Diemerson Douglas da Silva. Eles estavam tentando fugir da cena do crime, mas foram reconhecidos por uma testemunha.

A vítima, Jhon Willis Penha Teles, foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado de ambulância a um hospital da região com várias lesões pela face. Para a polícia, as travestis disseram que, a vítima teria contratado um programa com uma delas, mas no final de tudo não quis pagar pelo serviço. Diante disso, se iniciou uma confusão e outras duas travestis foram ajudar a colega e acabaram espancando Jhon Willis.

A guarnição da Polícia Militar conduziu as acusadas para a Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. Dependendo do entendimento da autoridade policial, as duas travestis podem responder por lesão corporal grave ou por tentativa de homicídio.

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