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Pará

Xinguara, São Geraldo e Bom Jesus recebem veículos para reforçar atendimento na Atenção Básica

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O Pará é um dos três Estados brasileiros que destinam investimentos à Atenção Básica nos municípios. Xinguara, São Geraldo do Araguaia e Bom Jesus do Tocantins, estão entre os beneficiados. É uma decisão de governo fundamental para a manutenção da assistência à saúde no Pará, e que nesta sexta-feira (11) foi reforçada com a entrega de 21 ambulâncias e uma ambulancha para municípios de diversas regiões. Os veículos foram entregues pela manhã, em cerimônia no Palácio do Governo, com a presença do governador Simão Jatene, do vice-governador Zequinha Marinho, de gestores municipais, deputados e secretários estaduais e municipais.

O investimento é superior a R$ 1,8 milhão. O recurso destinado a equipamentos para o atendimento na Atenção Básica é fruto de uma parceria do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), com a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).

Para o governador Simão Jatene, a iniciativa de planejar em conjunto com o Parlamento a destinação dos recursos é um ganho social muito importante. “Cada vez mais o Executivo estadual ficará com os grandes projetos, que são mais complexos, mas nem por isso deixam de ser importantes os atendimentos das demandas pontuais dos municípios, em que os próprios deputados, organizadamente, terminam sendo os grandes protagonistas através da apresentação das suas emendas de forma unificada. O que está acontecendo é que se está dando uma melhor qualidade para a aplicação, para o gasto, e isso, no momento de crise, é muito importante”, avaliou Simão Jatene, reiterando que os recursos vêm do contribuinte.

“É por isso que eu festejo não só o avanço, no sentido de que isso contribui pra ajudar a melhorar o atendimento da população, mas também a possibilidade dessa articulação e melhor utilização dos recursos, através de uma parceria clara e bem definida entre Legislativo e Executivo estadual, que contribui para melhorar o atendimento da população na área da saúde”, ressaltou o governador.

Novas demandas – A parceria do Governo do Pará com a Alepa acontece cotidianamente desde 2013. Até hoje, já foram entregues 170 ambulâncias, informou o secretário de Estado de Saúde Pública, Vítor Mateus. “Essa é uma grande contribuição que o Estado está dando aos municípios, para que a gente consiga ter na atenção primária questões que são fundamentais para preservar a saúde das pessoas”, afirmou o secretário, acrescentando que o Estado deve incrementar a relação com o Legislativo na área de saúde, apresentando aos deputados outras demandas nessa área.

“Nós estamos criando uma nova estratégia, uma nova relação com o Parlamento. Vamos fazer uma exposição das carências de material e equipamentos em cada região, em cada município, e a partir daí cada deputado vai poder identificar e encaminhar essas emendas. A gente quer ter o entendimento dos deputados, para que eles, através das suas emendas, possam atender essas necessidades da assistência da rede municipal, que vai ser beneficiada”, explicou Vitor Mateus. Segundo ele, a medida vai atender a população de forma mais efetiva.

O presidente da Alepa, Márcio Miranda, disse que para o Parlamento do Pará é muito importante estreitar, ainda mais, as relações com o Executivo, a fim de potencializar o uso dos recursos públicos. ”Nós, parlamentares, visitamos todos os municípios. Há demanda de toda espécie, e é muito difícil para o deputado fazer a escolha de qual item colocar na emenda. Esse projeto nos ajuda a identificar as demandas para discutir com o Executivo e, em conjunto, alcançar um resultado que deixe o município bem posicionado”, destacou Márcio Miranda, para quem o estreitamento da relação leva a classe política a pensar coletivamente. “Para nós está muito bom esse nível do programa e o nível da relação com o Governo do Pará”, afirmou.

Beneficiados

As emendas parlamentares de autoria dos deputados estaduais Márcio Miranda, Cilene Couto, Sidney Rosa, Thiago Araújo, Miro Sanova, Carlos Bordalo, Coronel Neil, Eduardo Costa, Eraldo Pimenta, Iran Lima, Luis Seffer, Raimundo Belo e Renato Ogawa, que proporcionaram a compra das ambulâncias, beneficiaram diretamente os municípios de Ananindeua, Augusto Corrêa, Aurora do Pará, Baião, Belém, Bom Jesus do Tocantins, Castanhal, Igarapé-Miri, Inhangapi, Moju, Paragominas, Peixe-Boi, São Geraldo do Araguaia, São João de Pirabas, Tomé-Açu, Ulianópolis, Uruará, Xinguara e Afuá (este com a ambulancha).

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Pará

Helder Barbalho tem bens bloqueados por suspeitas de irregularidades com recursos da Covid

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A Justiça do Pará mandou bloquear os valores financeiros em nome do governador do Pará Helder Barbalho e de outras pessoas citadas na Ação Civil Pública de improbidade administrativa durante a pandemia.

A ação é decorrente da compra de bombas de infusão da empresa SKN do Brasil, destinados ao combate da Covid-19.

O Ministério Público do Estado do Pará ajuizou, na última sexta-feira (9), Ação Civil Pública de improbidade administrativa contra o governador Helder Barbalho, servidores da administração estadual e representantes da empresa SKN do Brasil. Na última segunda-feira (12), a decisão assinada pela juíza Marisa Belini de Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda de Belém, determinou o bloqueio de valores financeiros encontrados em nome dos requeridos em contas bancárias, até o valor de R$2.186.613,50.

A ação também pediu o afastamento de Helder Barbalho do cargo de governador, mas esse pedido foi indeferido, assim como a quebra do sigilo bancário e fiscal dos réus.

Segundo a ação, além da indisponibilidade de bens os réus devem fazer o pagamento de danos morais coletivos pelos prejuízos causados aos cofres públicos que ultrapassam R$ 12 milhões. A ação é assinada pelo procurador-geral de justiça, Gilberto Valente Martins.

Foram denunciados também o secretário da fazenda Estadual, René de Oliveira e Sousa Júnior; a coordenadora executiva regional de administração tributária, Lilian de Jesus Pena Viana Nogueira; o auditor fiscal, Wilton dos Santos Teixeira; a empresa SKN do Brasil Importação e Exportação de Eletroeletrônicos LTDA; o procurador da empresa, André Felipe de Oliveira da Silva; os sócios Felipe Nabuco dos Santos e Márcia Velloso Nogueira; o contador contratado pela empresa Thiago Dendena; e o parceiro da empresa Glauco Octaviano Guerra.

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Pará

MARABÁ: Pacientes com Covid-19 podem precisar de transfusão de sangue

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Um levantamento realizado pela Agência Transfusional do Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, revela que nos primeiros três meses de 2021 a unidade precisou utilizar 533 bolsas de sangue. Desse total, 20% foram destinados aos pacientes em tratamento pela Covid-19 no HRSP.

Desde o início da pandemia, o Regional do Sudeste do Pará é referência para 22 municípios no combate ao novo coronavírus, cuidando de pacientes graves da doença na região. Em alguns casos, principalmente devido a comorbidades, pacientes desenvolvem complicações que necessitam de transfusão sanguínea.

Gustavo Ramos, biomédico do HRSP, explica que esse percentual significativo de transfusões em pacientes com à Covid-19 está relacionado com o agravamento da doença, principalmente aos distúrbios de coagulação, que resulta em transfusões.

“Recebemos muitos pacientes em estado grave, que são do grupo de risco e que possuem doenças crônicas, aumentando assim a nossa demanda por transfusões. O paciente com Covid-19 e que necessita de transfusão utiliza, em média, três bolsas de sangue”, ressaltou.

Campanha de doação de sangue

O HRSP realiza regularmente campanhas de doação de sangue como o projeto “Caravana Solidária”, que estimula os colaboradores da instituição a irem voluntariamente a Fundação de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), para realizar o gesto de solidariedade.

Organizada pela Comissão de Humanização e Pastoral da Saúde do hospital, a caravana busca contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue do Hospital, que teve uma queda nas doações durante a pandemia.

Segundo Flavia Fernandes, analista de Humanização do HRSP, devido à Covid-19, as tradicionais campanhas de doação de sangue foram substituídas por caravanas, que levam os colaboradores até o Hemopa para fazer a sua doação.

“Devido à pandemia, a caravana é realizada em pequenos grupos, obedecendo todas as recomendações dos órgãos de saúde. O HRSP leva os colaboradores até o Hemopa, proporcionando assim, que vidas sejam salvas com essas doações”, explica a analista.
O HRSP é uma unidade do Governo do Pará, gerenciado pela entidade filantrópica Pró-Saúde. Ao todo, o Regional do Sudeste do Pará conta com 115 leitos, sendo 52 leitos exclusivos para os casos mais graves do novo coronavírus.

A unidade presta atendimento 100% gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sendo referência para mais de 1 milhão de pessoas no Pará.

Saiba como doar

Para doar sangue, é necessário preencher alguns requisitos básicos:

• Ter idade entre 16 e 69 anos (pessoas acima de 60 anos só podem doar se já tiverem doado antes dessa idade; menores de 18 precisam estar acompanhados de responsáveis ou com formulário de autorização);
• Pesar no mínimo 50 kg;
• Estar em repouso e ter dormido no mínimo 6 horas nas últimas 24 horas;
• Evitar estar de jejum e alimentos gordurosos nas últimas horas. Em casos de refeições fartas no almoço ou jantar, doar após 3 horas;
• Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
• Não ter praticado exercícios físicos nas últimas 24 horas.

Os interessados em doar e que já tiveram Covid-19, deve esperar 30 dias após a recuperação. E quem teve contato com pessoas que tiveram a doença, precisa aguardar 14 dias após o contato.

Caso seja um possível doador, basta ir até o Hemopa da sua região e doar. Em Marabá, o Hemocentro Regional está localizado na Rodovia Transamazônica, Quadra 12, s/n (Agrópoli do Incra). Será necessário apresentar um documento de identificação oficial, original e com foto (RG, CNH, Passaporte ou Carteira de Trabalho).

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Pará

Pará segue com crescimento de empregos no segmento da Indústria

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A empregabilidade formal na indústria paraense cresceu em fevereiro de 2021, indicando resultados de esforços como o Programa RetomaPará. É o que indica o levantamento do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster). O setor apresentou saldo de 281 postos de trabalho frente 3.101 admissões e 2.820 demissões, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

Titular da Seaster, Inocencio Gasparim, destacou o novo pacote econômico do Governo do Estado, como forma de estimular as atividades, revertendo os resultados em emprego e renda. “O Estado tem se adiantado com propostas e projetos econômicos, principalmente aos mais vulneráveis. Porém, sabemos que todos os setores têm sentido dificuldades e cabe a nós impulsionar este processo de retomada. O novo pacote econômico apresentado pelo Governo, com R$ 500 milhões para reduzir os impactos da pandemia em vários setores, nos dá possibilidades de um cenário mais positivo”, afirmou o secretário.

Especificamente para o setor de transformação, o governo estadual concedeu 90% de isenção sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Como todas essas empresas garantem 75% de redução de Imposto de Renda, elas têm todo o incentivo para continuar produzindo. À medida em que vacinamos a população, conseguimos trazer a normalidade de volta e expandir o plano de retomada econômica. Certamente, teremos a continuidade de obras públicas, de investimentos e outros fatores positivos que contribuem diretamente na manutenção desse crescimento”, acrescentou Gasparim.

Everson Costa, técnico do Dieese, avalia que o segundo ano de pandemia implica em dificuldades extremas para todos os setores econômicos do mundo todo. Entretanto, é possível observar comportamentos diferentes conforme as especificidades locais.

“A indústria tem uma dinâmica diferente aqui no estado, praticamente está ligada aos setores extrativista e mineral, que cresce cada vez mais a passos largos diante da verticalização do que é produzido no campo também. Temos a produção de cacau, açaí, o agronegócio, ou seja, temos espaço para crescer. E as atividades tradicionais de mineração também ganham formulação e estruturação”, pontuou o representante do Dieese.

A pesquisa indica ainda que o Pará foi o estado da região Norte que mais empregou no setor com saldo de 5.757 postos formais, nos últimos 12 meses, mesmo com a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. Entre os meses de março de 2020 e fevereiro de 2021 foram admitidos 39.429 e demitidos 33.672 trabalhadores. “É o melhor resultado no comparativo em relação aos demais estados da região Norte. Percebemos que a indústria paraense está conseguindo reagir mesmo com as adversidades colocadas pela pandemia”, avaliou Everson Costa.

Nos dois primeiros meses de 2021, o segmento contratou 6.489 trabalhadores formais, enquanto houve desligamento de outros 5.926, resultando em um saldo positivo de 563 postos de trabalho. 

A previsão do Observatório é otimista para o segundo semestre. “Vários instrumentos foram elaborados na perspectiva de ter a retomada da economia. Este ano, com a injeção de vários recursos por parte do Estado também em programas, incentivos, e a continuidade do programa de retomada serão fundamentais para que a gente possa, após esse momento dessa segunda onda, ter a possibilidade de a indústria paraense reagir fortemente”, afirmou o técnico do Dieese.

“A torcida é para que esse segundo semestre tenhamos capacidade, investimentos e a condução fiscal do Estado aliado a uma série de programas dando resultado para continuar numa trajetória positiva para o setor. E para isso precisamos qualificar mão-de-obra e dinamizar a logística, trazendo mais emprego e renda para a população”, acrescentou o técnico do Dieese. 

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