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Consumidores do Amapá têm de ser indenizados por ameaças à integridade física e moral no apagão

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A extrema gravidade da situação vivida nos últimos dias pela população do Amapá exige compensações à altura. A avaliação é do Idec, ONG de Defesa do Consumidor, diante não só do problema da falta de energia, como de suas consequências, como a falta de água e do acesso a produtos básicos no comércio, às ameaças à integridade física e moral das pessoas, e ao aumento dos riscos de contaminação da Covid-19 devido às situações de aglomeração e falta de higiene. 

“Em qualquer situação, o acesso à energia elétrica é fundamental para a dignidade humana. No caso do Amapá, a situação é ainda mais grave, pois a população ficou à deriva por um longo período, sem apoio do Estado e sujeita a riscos potencializados pela pandemia de Covid-19”, destaca o coordenador do Programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, Clauber Leite. “Por isso, além dos danos materiais, as famílias devem ser indenizadas pelos danos morais sofridos”, completa.

O Idec também defende celeridade na recuperação do fornecimento de energia para toda a população, incluindo as periferias e regiões rurais, e a reparação imediata de todos os consumidores pelas perdas materiais – como alimentos estragados ou perdas comerciais. As autoridades devem informar, com clareza e total transparência, quais devem ser os procedimentos que as pessoas devem cumprir para receber as indenizações. A organização encaminhou notificação nesse sentido para a Aneel e a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

O Idec ressalta ainda que os consumidores devem denunciar às autoridades empresas que pratiquem aumentos desproporcionais no valor de produtos necessários aos consumidores (tais como água mineral, comida, gasolina, etc.) em decorrência da crise elétrica (art. 39, inc. V e X do Código de Defesa do Consumidor), para que sejam aplicadas sanções.

Identificação dos responsáveis e aplicação de penalidades – O Idec defende ainda celeridade na identificação dos responsáveis pela crise e suas responsabilidades, incluindo a distribuidora CEA e a Linhas de Macapá Transmissora de Energia. “Importante observar que o sistema de transformação sobressalente estava danificado desde dezembro de 2019. As empresas informaram os órgãos competentes sobre a situação?”, questiona Leite.

Nesse contexto, a investigação também deve avaliar as responsabilidades do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no caso, tendo em vista que o regulador deveria fiscalizar a concessão para evitar situações como a verificada.

Além disso, é necessário que o evento sirva como alerta ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para que o processo de fiscalização das concessões seja reforçado e que os equipamentos sobressalentes estejam aptos a operar. Vale observar que usinas térmicas da região não conseguiram operar no contexto de crise. 

O Idec também está avaliando disponibilizar um modelo de ação individual aos consumidores do estado que se sentirem lesados e que eventualmente não forem contemplados nas soluções administrativas que devem ser propostas.

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Enfermeira é a primeira vacinada do país contra Covid-19

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A enfermeira Mônica Calazans, 54, é a primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan contra a COVID-19 no país. Mulher, negra e com perfil de alto risco para complicações provocadas pelo coronavírus, não deixou de atuar nos hospitais da capital paulista para ajudar a salvar vidas. Para Mônica, a campanha de imunização é uma oportunidade de recomeço para toda a população do Brasil.

“Não é apenas uma vacina. É o recomeço de uma vida que pode ser justa, sem preconceitos e com garantia de que todos nós teremos as mesmas condições de viver dignamente, com saúde e bem-estar”, afirmou a enfermeira, que é obesa, hipertensa e diabética.

Em maio, quando a primeira onda da pandemia entrava na fase de pico em São Paulo, Mônica decidiu se inscrever para vagas de enfermagem com contrato por tempo determinado. Entre vários hospitais, escolheu trabalhar no Instituto de Infectologia Emílio Ribas mesmo sabendo que estaria no epicentro do combate ao coronavírus. “A vocação falou mais alto”, afirmou.

Residente em Itaquera, na zona leste da capital, Mônica trabalha em turnos de 12 horas, em dias alternados, na UTI do Emílio Ribas, hospital de referência para casos graves de COVID-19. O setor tem 60 leitos exclusivos para o atendimento a pacientes com coronavírus, com taxa de ocupação média de 90%.

Mulher de muitos recomeços, Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e decidiu fazer faculdade já numa fase mais madura, obtendo o diploma aos 47 anos. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito na pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse.

Viúva, ela mora com o filho, de 30 anos, e cuida da mãe, que aos 72 anos vive sozinha em outra casa. Por isso, Mônica é minuciosa nos cuidados de higiene e distanciamento tanto no trabalho quanto em casa – até agora, nenhum dos três foi contaminado pelo coronavírus. Apesar disso, Mônica viu a COVID-19 afetar sua família quando o irmão caçula, que é auxiliar de enfermagem e tem 44 anos, ficou internado por 20 dias devido à doença.

Apesar da rotina intensa, a enfermeira mantém o otimismo e o equilíbrio emocional. Torcedora do Corinthians, Mônica aproveita as folgas no hospital para assistir aos jogos do clube de coração. Ela também é fã de de séries de TV e das canções de Seu Jorge, artista favorito da enfermeira.

Mônica se apoia na fé para manter a confiança e faz orações diariamente por si própria, familiares, colegas do trabalho e, principalmente, pelos pacientes. “Eu tenho sempre em mente que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim. Tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que também me ajuda é o prazer que sinto com o meu trabalho”, concluiu.

Primeira vacinadora

A primeira vacinadora do Brasil também é mulher e enfermeira. Jéssica Pires de Camargo, 30, atua na Coordenadoria de Controle de Doenças e mestre em Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo.

Com histórico de atuação em clínicas de vacinação e unidades de Vigilância em Saúde, Jéssica já aplicou milhares de doses em campanhas do SUS contra febre amarela, gripe, sarampo e outras doenças. Para Jéssica, o início da vacinação contra a COVID-19 é um marco histórico na própria carreira e, sobretudo, para o Brasil.

“Não esperava ser a pessoa a aplicar esta primeira dose. Isto me enche de orgulho e esperança de que mais pessoas sejam protegidas da COVID-19 e que outros colegas de profissão possam sentir a mesma satisfação que sinto ao fazer parte disso. São mais de 52 mil profissionais de saúde mobilizados nesta campanha e cada um deve receber o devido reconhecimento”, afirmou Jéssica.

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Veja o edital do concurso da Polícia Federal

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Foi publicado na sexta, dia 15, o edital do concurso para os cargos de Delegado, Agente, Escrivão e Papiloscopista da Polícia Federal. No documento, disponibilizado no Diário Oficial da União, estão detalhados os requisitos para concorrer a uma das 1500 vagas, além dos conteúdos programáticos e os prazos.

As inscrições podem ser realizadas entre os dias 22 de janeiro e 9 de fevereiro de 2021 no site http://www.cebraspe.org.br/concursos/pf_21 e a prova objetiva está prevista para o dia 21 de março de 2021.

Os candidatos a todos os cargos deverão fazer, além da prova objetiva, prova discursiva, Exame de Aptidão Física, Avaliação Médica e avaliação psicológica. Aqueles interessados em concorrer a uma vaga de Delegado de Polícia Federal deverão fazer também prova oral e avaliação de títulos. Já os candidatos ao cargo de Escrivão passarão por uma prova prática de digitação.

A previsão é que os candidatos aprovados participem do Curso de Formação Profissional na Academia Nacional de Polícia no segundo semestre.

Para acessar o edital na íntegra clique aqui​.

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Cresce os serviços de reparos domésticos para mulheres e público LGBTS

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A pandemia vem mudando o mundo de várias formas, e uma dessas mudanças é o comportamento das empresas e responsabilidade social.

Sendo assim, com a ideia de expandir e oferecer melhores serviços, o segmento de reparos tem sido avaliado para atender um público mais segmentado, as mulheres e as pessoas LGBTQIA+.

Aliás, com os reflexos da pandemia, muitas pessoas têm apostado neste tipo de serviço para empreender, incluindo atendimento exclusivo para este público.

Com o aumento da procura por reparos domésticos e reformas, o mercado de suprimentos cresce constantemente desde o começo da pandemia, atingindo uma inflação de 10,16% em 2020.

Não é só as empresas e empreendedores que aproveitam esse cenário, vários cursos são ofertados por Instituições de ensino de forma online, aproveitando esse novo perfil de consumidor.

Sendo assim, os serviços ofertados vão desde simples reparos como uma instalação de torneira, ajuste de campainha elétrica, trocar caixa de descarga e construções e reformas em geral.

E as mulheres, por sua vez, são o público que impulsiona esse mercado, atendendo as demandas de profissionais da área.

Mulheres e pessoas LGBTQIA+ ganham espaços em empresas de manutenção e reparos

Hoje podemos contar com um público grande de mulheres engenheiras, carpinteiras e até pedreiras, exercendo funções que até um tempo atrás eram vistas com preconceito.

Diante disso, também podemos encontrar empresas que só possuem mão de obra feminina, atendendo clientes que têm essa preferência de profissional.

Mulheres solteiras que moram sozinhas, mães e idosas são o público alvo, além é claro, das pessoas LGBTQIA+ que buscam por esses serviços.

Dessa forma, os empreendedores desse nicho de negócio buscam contratar pessoas que entram neste perfil de colaborador, adotando um público mais segmentado de clientes.

Faça você mesmo: Dicas de pequenos e simples reparos domésticos

Mas se você quer cortar os gastos dos seu orçamento mensal, saiba que aprender a realizar reparos simples em sua casa é uma das dicas para começar 2021 com as contas no azul.

Essas opções valem para serviços que não necessitam de uma visão profissional, mas com ajuda de poucos materiais, você mesmo pode fazer o reparo.

  • Trocar Lâmpada tomando todos os cuidados necessários;
  • Consertar vidro quebrado usando a melhor cola para vidro (Ideal para conserto de vidro de carro, peças decorativas e janelas);
  • Vedar janelas para acabar com vazamentos causados pela chuva;
  • Corrigir imperfeições na parede usando massa corrida e tinta;
  • Desentupir pias e vaso sanitário;
  • Pendurar quadro ou prateleiras para decorar um ambiente.

Nessas opções você pode escolher assistir um vídeo na internet e até fazer cursos rápidos com passo a passo para realizar o conserto.

No entanto, se preferir, conte com as empresas de manutenção e reparos de sua confiança, existem muitas opções que podem se encaixar na sua demanda de serviço.

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