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Bastidores

Dimas é chamado de próximo governador do TO em filiação ao Podemos

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Durante o Seminário de Planejamento Estratégico do partido realizado em Brasília nesta terça, 12 de novembro, o Podemos Nacional apresentou a filiação do prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, que também será o presidente da agremiação política no Tocantins.

Dimas foi filiado com total respaldo da presidente nacional do partido, deputada federal Renata Abreu (SP), e do senador Álvaro Dias (PR), candidato a presidente da República na eleição de 2018. Ambos elogiaram muito o gestor municipal, saudaram a sua filiação e destacaram estar agregando ao partido o próximo governador do Tocantins.

“Muita honra de que Ronaldo Dimas passe integra a nossa família. Estamos filiando o próximo governador do Tocantins”, frisou Renata. “Nos honra e nos valoriza que o nosso partido estará muito bem representado no Estado do Tocantins”, salientou Álvaro Dias. O prefeito foi a única filiação apresentada pelo Podemos no Seminário de Planejamento.

Futuro

Ao agradecer todo o prestígio e os elogios recebidos, Dimas disse ser uma satisfação ingressar em um partido que tem personalidades ilustres e sérias. “Vemos no Brasil afora partidos envolvidos em escândalos e problemas gravíssimos, e aqui temos o Podemos fortalecido com gente séria e fazendo boa política”, frisou o prefeito, que reafirmou seu interesse em ser candidato a governador de 2022.

O prefeito voltou a rechaçar discurso de “nova” e “velha” política. “Nunca existiu política nova e política velha. O que existe é a boa política e foi a que sempre procurei fazer”, salientou Ronaldo Dimas, ao lembrar que antes da via pública, trabalhou na iniciativa privada por muitos anos.

Ele lamentou que no Brasil, em muitos casos, siga existindo comando público e político por pessoas sem capacidade, sem a vontade e a seriedade necessária para realizar aquilo que a população precisa. “E é possível realizar muito na vida pública”, destacou, ao dizer que basta haver comprometimento e trabalho sério.

Dimas salientou que o objetivo maior de qualquer político sempre tem de “ser melhorar a qualidade de vida das pessoas”. “Eu corro muito atrás disso e assim tem sido em todos os cargos que passei. Almejo sim chegar ao governo do Estado para propiciar as mudanças necessárias que se fazem lá no Estado”, ressaltou, ao lembrar que o Estado, nos últimos anos, passou por diversos problemas políticos e administrativos que atrasaram o seu desenvolvimento.

No entanto, o prefeito finalizou com uma mensagem de otimismo, destacando que é possível, sim, mudar a realidade do Tocantins. “Mas eu acredito muito, nosso Estado é jovem, novo, rico, muito bem localizado atraí população de todos os lados do Brasil. Quero poder contribuir muito mais com as transformações. Realmente é uma bela oportunidade para que a gente faça do Tocantins exemplo do que pode acontecer”, afirmou, ao também garantir que vai trabalhar para o crescimento do Podemos no Tocantins.

O Podemos tem 11 deputados federais e 11 senadores. A maior parte deles compareceu no evento. (Daniel Machado/Foto: Robert Alves)

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Brasil ocupará assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU

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O Brasil ocupará assento não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) no biênio 2022-2023. Será a 11ª vez que o País integrará o mais importante órgão responsável pela segurança coletiva internacional.

Decisão foi tomada em eleições ocorridas hoje (11), em Nova York, na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nas quais o Brasil recebeu 181 votos. 

Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil “buscará traduzir em contribuições tangíveis a defesa da paz e da solução pacífica das controvérsias, dentre outros princípios inscritos na Constituição Federal de 1988 e na Carta das Nações Unidas”, no período em que estiver no conselho. 

A nota ainda diz que o país pretende fortalecer as missões de paz da ONU e defender os mandatos que corroborem a interdependência entre segurança e desenvolvimento.

O governo brasileiro cumprimentou Albânia, Emirados Árabes Unidos, Gabão e Gana, também foram eleitos hoje.

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Bastidores

Bolsonaro participa de ato com motociclistas pelas ruas de São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro participou neste sábado, 12, de um passeio de moto com apoiadores pelas ruas da capital paulista. Pela manhã, os motociclistas se concentraram na região da Praça Campo de Bagatele, na zona norte paulistana.

Bolsonaro foi ao encontro após participar da cerimônia de entrega de boinas aos estudantes do Colégio Militar de São Paulo. Ao chegar à concentração, foi recebido com gritos de “mito” e posou para fotos com os participantes.

Trajeto

O trajeto passa por grandes avenidas da cidade, como as marginais Tietê e Pinheiros, até ser encerrado no Parque Ibirapuera, na zona sul paulistana. O grupo passou ainda pela Rodovia dos Bandeirantes até a altura do município de Jundiaí, na Grande São Paulo.


A Secretaria de Segurança Pública de Estado de São Paulo informou que 6,3 mil policiais fazem a segurança durante o ato. Segundo a pasta, estão sendo usados viaturas, motocicletas, drones e helicópteros.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interrompeu a circulação de veículos em alguns pontos para facilitar o trânsito dos motociclistas. Linhas de ônibus foram desviadas.

Multa

No início da tarde, o governo do estado de São Paulo informou que multou o presidente Bolsonaro em R$ 552,71 por não usar máscara durante a manifestação. Também foram autuados o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, que também participam do ato.

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Bastidores

Morre, em Brasília, o ex-vice-presidente da República Marco Maciel

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Marco Antônio de Oliveira Maciel

Morreu neste sábado (12), em Brasília, o ex-senador e ex-vice-presidente da República Marco Maciel. Pernambucano, seu nome esteve ligado à política brasileira por 45 anos.

Aos 80 anos, Marco Maciel convivia com a doença de Alzheimer desde 2014 e, em março deste ano, foi diagnosticado com covid-19. Ele voltou a ser internado esta semana devido a uma infecção bacteriana.

O velório será hoje de 14h30 às 16h30 no salão Negro do Senado e o sepultamento às 17h30 na Ala dos Pioneiros do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.


Além de ter sido senador por três períodos – de 1983 a 1991, de 1991 a 1994 e de 2003 a 2011 – ele foi vice-presidente da República nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003.

Também foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 18 de dezembro de 2003, como oitavo ocupante da Cadeira nº 39, na sucessão de Roberto Marinho.

Recebeu ainda títulos de Cidadão Honorário de 42 cidades brasileiras, a maioria delas em Pernambuco. A ele é atribuída a autoria de frases célebres como: “Tudo pode acontecer, inclusive nada”.

Trajetória

Marco Antônio de Oliveira Maciel nasceu em Recife no dia 21 de julho de 1940. Casado com a socióloga Anna Maria Ferreira Maciel, foi pai de três filhos e avô de quatro netos. Era formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e também foi professor e advogado.

Iniciou sua carreira política em 1963 ao ser eleito presidente da União Metropolitana dos Estudantes de Pernambuco, enquanto cursava Direito na UFPE. Elegeu-se em 1966 deputado estadual em Pernambuco pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do governo militar.

Também pela Arena, foi deputado federal por dois mandatos, de 1971 a 1974 e de 1975 a 1978. Eleito presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 1977, enfrentou em abril o fechamento provisório do Congresso pelo então presidente da República, Ernesto Geisel, sob o pretexto de implementar a reforma no Poder Judiciário proposta pelo governo, cujo encaminhamento vinha sendo obstruído pela oposição.

No final de 1978, foi eleito pela Assembleia Legislativa de Pernambuco para o cargo de governador do estado, após indicação do presidente Ernesto Geisel, corroborada pelo sucessor de Geisel, general João Batista Figueiredo. Seu mandato terminou em 1982 e, no ano seguinte, chegou ao Senado.

Vice-Presidência

Em 1994, Marco Maciel foi indicado pelo PFL para substituir o senador alagoano Guilherme Palmeira como vice-presidente na chapa de Fernando Henrique Cardoso. A candidatura de Palmeira havia sido inviabilizada após denúncia de favorecimento de empreiteira por meio de emendas ao Orçamento da União. Maciel havia sido um dos primeiros líderes de seu partido a defender o apoio do PFL ao nome de Fernando Henrique.

Em 1º de janeiro de 1995, Maciel tomou posse como vice-presidente da República. Com bom trânsito no Congresso Nacional, foi designado por Fernando Henrique como articulador político do governo. Dessa forma, coube a Maciel coordenar as negociações em torno da aprovação das reformas constitucionais defendidas pelo novo governo, entre as quais se destacavam as reformas administrativa e fiscal voltada para o controle do deficit público, a reforma da Previdência Social, a quebra do monopólio estatal sobre o petróleo e as telecomunicações, a reforma administrativa e a extinção dos obstáculos à atuação de empresas estrangeiras no país.

Em 1º de janeiro de 2003, deixou a vice-presidência da República e, no mês seguinte, assumiu sua vaga no Senado por Pernambuco, eleito pelo PFL. Tendo apoiado o candidato José Serra (PSDB) nas eleições de 2002, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva, Maciel passou a fazer oposição ao novo governo. Ainda em 2007, filiou-se ao Democratas (DEM), sigla que sucedeu o PFL.

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