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quinta-feira, 22 / fevereiro / 2024

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PARAUAPEBAS: Incêndio em acampamento do MST deixa 9 mortos

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Nove pessoas morreram em um incêndio próximo ao acampamento Terra e Liberdade, na cidade de Parauapebas, no sudeste do Pará. Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do acidente ocorrido na noite de sábado (9).

De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), havia técnicos trabalhando na rede de internet próximo ao acampamento, quando houve uma explosão, que provocou fogo na rede de energia elétrica atingindo também os primeiros barracos no acampamento. Dois barracos pegaram fogo e foram totalmente destruídos pelas chamas. Três trabalhadores e seis moradores morreram.

“Infelizmente a tragédia é muito maior do que a gente imaginava. São pelo menos nove mortos, mas ainda podem ser encontradas mais pessoas porque a corrente de energia se espalhou pela cerca, e já encontramos pessoas em vários lugares do acampamento. É muito triste”, disse o prefeito de Parauapebas, Darci José Lermen.

No local, a equipe de reportagem da TV Liberal apurou que 37 pessoas foram socorridas, algumas com queimaduras, outras por terem inalado muita fumaça, mas todas já receberam alta. O MST informou que foram encaminhadas 8 pessoas com queimaduras, 7 já foram liberadas, e uma ainda está internada com queimadura de segundo grau, mas o estado de saúde é estável.

A coordenação do acampamento acionou Bombeiros e Samu. O fogo foi totalmente controlado, de acordo com a corporação. A situação é acompanhada pela Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi), por meio da Defesa Civil de Parauapenas, o Instituto Médico Legal (IML), Corpo de Bombeiros e as polícias Militar e Civil.

Os corpos foram levados ao Núcleo Avançado da Polícia Científica, de Parauapebas.

Empresa ofereceu serviço a acampados

De acordo com a direção do MST, a empresa de telefonia ofereceu serviços a alguns acampados. O serviço seguiu durante toda a tarde de sábado (9) e por volta de 20h, na última parte da instalação, ao tentar fixar uma antena, este equipamento teria entrado em contato com a rede de alta tensão de energia elétrica, o que provocou uma explosão e em seguida, incendiou toda a fiação de internet, alguns barracos, e a cerca que faz a circunferência dos assentados.

“Quando chegou à noite, os moradores pediram que interrompessem o trabalho e voltassem ao trabalho no outro dia, mas eles não pararam. Eles estavam completamente desprotegidos, só tinham a escada como recurso. Em uma habitação de resistência, temporária, houve uma combinação vulnerável a ocorrer a situação”, disse a integrante da direção estadual do MST, Beatriz Luz.

Quando houve a descarga elétrica, os três trabalhadores foram atingidos.

“O que aconteceu de fato é que uma empresa de internet na metodologia por meta, com o mínimo de padrão e segurança, colocou em risco a vida de seus trabalhadores e provocou essa tragédia”, disse Pablo Neri, integrante da direção nacional do MST.

Ainda segundo o movimento, a empresa não prestou nenhuma atenção. “Ainda não temos contato direto com a empresa e ela também ainda não nos procurou”.

Nas redes sociais, G5 Internet emitiu nota de pesar pelos três trabalhadores e disse estar prestando apoio aos familiares.

“A G5 Internet lamenta profundamente o falecimento dos colaboradores Gabriel Pereira da Silva, Geovane Pereira dos Santos, Francisco do Nascimento Sousa Júnior. A G5 Internet segue dando apoio e auxílio aos familiares dos colaboradores. Estendemos também nossas condolências a todos que perderam seus familiares e amigos no incêndio ocorrido no acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra”.

Mil famílias estão acampadas no local, de acordo com o cadastro junto ao Incra, de forma temporária, totalizando cerca de 2.500 pessoas. O dado pode aumentar, já que novas pessoas chegaram desde 20 de novembro, data de instalação do assentamento.

O assentamento fica a 5 km de uma fazenda, que teve pedido de análise sobre as terras por parte do MST para o Incra. De acordo com o Movimento, a Polícia Militar do Pará estava fazendo segurança do fazendeiro durante os 20 dias que estão acampados no local.

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