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Bico do Papagaio

Redução da produção de plástico pode beneficiar orçamentos municipais

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Prefeitura sanciona lei que proíbe o fornecimento de produtos descartáveis feitos de plástico em estabelecimentos comerciais na cidade de São Paulo

A coleta de lixo e a limpeza urbana estão entre os serviços que saem mais caros para os cofres das prefeituras. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) as prefeituras arrecadam metade do que gastam com a coleta de lixo, sendo que quase 20% do lixo das cidades é composto por plástico. 
 
A indústria brasileira produz anualmente cerca de 500 bilhões de itens plásticos descartáveis tais como copos, talheres, sacolas plásticas, e embalagens para as mais diversas aplicações. São 15 mil itens por segundo. A maior parte acumula-se em aterros, lixões, mas uma parcela muito importante vai para o meio ambiente.

Segundo a cientista marinha da organização não governamental e sem fins lucrativos Oceana, Lara Iwanicki, reduzir a quantidade de plástico descartável sendo colocado no mercado, que acaba virando lixo, também significa reduzir custos para o município. 
 
“Os prefeitos têm uma excelente oportunidade nas mãos com o início do mandato, agora em 2021, para justamente aprovar leis que vão reduzir a quantidade de plástico descartável que está sendo colocado. Milhares de cidades em diversos países do mundo estão indo nesse sentido, então, tem um potencial de impacto positivo muito grande”, afirmou. 
 
Para Iwanicki, levando em consideração um cenário de pandemia e de recessão econômica, os gestores precisam realizar como gastar os recursos e os gastos destinados à gestão de resíduos poderiam estar sendo destinados para outras áreas.

O problema da poluição por plásticos tem sido atribuído a falhas no sistema de gestão de resíduos sólidos. A maior parte do volume de resíduos coletados recebe disposição final em aterros sanitários (74,4% em 2018), ou ainda em lixões (24% em 2018). Dos 3.468 municípios que participaram do Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos, apenas 607 (17,5%) declararam dispor seus rejeitos em aterros sanitários.
 
Assim, as soluções políticas têm se concentrado em melhorar a reciclabilidade e as taxas de reciclagem dos produtos e embalagens de plástico e, em alguns casos, em promover a recuperação energética desse resíduo. No entanto, uma avaliação realista mostrada no relatório “Um oceano livre de plástico – desafios para reduzir a poluição marinha no Brasil”, realizado pela Oceana, aponta que mesmo nas suposições mais otimistas sobre o aumento das taxas de coleta seletiva e reciclagem, elas não acompanharão o volume e velocidade de produção de plástico de uso único e, portanto, não impedirão o fluxo de resíduos plásticos para o oceano.
 
A questão financeira está diretamente relacionada à destinação adequada para os resíduos sólidos. Entre os municípios pesquisados no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), os que adotaram uma estrutura de arrecadação específica, seja na forma de taxa ou tarifa, conseguiram construir aterros sanitários ambientalmente seguros e, posteriormente, melhorar os índices de reciclagem.
 
Para o advogado e professor especializado em ambiente e resíduos, Fabrício Soler, o ponto central dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos é a sustentabilidade econômica financeira do serviço.
 
“Precisa haver uma cobrança compatível com o serviço realizado pelos municípios. O problema é que poucos municípios cobram, alguns cobram errado e poucos cobram certo. Por consequência, isso pode dar a impressão de que este é um alto custo administração, no entanto, a origem desse equívoco é os municípios não cobrarem de forma correta, seja via taxa, via tarifa, ou mesmo via IPTU”, avaliou.

Menos lixo, menos custo

A Lei de Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico (LDNSB), considera os serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos como parte do saneamento básico, o que inclui as atividades de coleta e transbordo, transporte, triagem para fins de reutilização ou reciclagem, tratamento e disposição final dos resíduos. Esses serviços são de responsabilidade dos municípios e cabe à União o repasse de recursos para aplicação no setor.
 
As mudanças de hábitos em relação a diminuição da produção de materiais plásticos, além de preservar a vida marinha, onde o material acaba sendo descartado, também gera economia aos municípios que teriam que gastar menos na gestão desses resíduos.
 
Maior cidade do País, com 12,2 milhões de habitantes, São Paulo proibiu o fornecimento de copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões descartáveis feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares e padarias, entre outros estabelecimentos comerciais. Na avaliação da cientista marinha, Lara Iwanicki, além dos benefícios para o meio ambiente, a iniciativa também tem potencial de redução de custos de limpeza urbana. (Brasil 61)

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ARAGUATINS: Aquiles, Amélio e vereadores juntam forças para que UNIRG instale curso de Medicina

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Equipe da UNIRG que começou a visitar os municípios esta semana

A equipe da Universidade de Gurupi (UNIRG) e da Fundação UNIRG, além de visitar Araguatins está semana, vai estar em outros municípios na região norte do Tocantins, com o objetivo de avaliar e conhecer estruturas para possível instalação da instituição.

A comissão é composta pelo presidente da Fundação, Thiago Miranda; a reitora da Universidade, Drª Sara Falcão; o diretor financeiro, Oximano Jorge e o engenheiro civil, Elizaldo Coelho Filho.

O grupo passa nesta segunda, dia 17, por Pium e Paraíso, onde já existe a instituição funcionando com a implantação do curso de medicina. Na terça, 18, equipe vai até Araguacema, Caseara e Colinas.


O Bico do Papagaio, recebe a comitiva, na quarta, dia 19, nas cidades de Araguatins e Augustinópolis. Em Araguatins a equipe se reúne com autoridades locais para discutir sobre a estruturação da instituição e depois segue até Augustinópolis, onde a convite do reitor da Universidade do Estadual do Tocantins, Augusto de Rezende Campos, a equipe vai conhecer a estrutura da instituição pública.

A reitora da UNIRG, Sara Falcão, explicou que os prefeitos protocolaram um documento solicitando a expansão da instituição para as respectivas cidades. Mas ela frisou que para possibilitar a implantação dos cursos é necessário cumprir alguns critérios. “São avaliados a cessão de um prédio com toda a estrutura necessária, de acordo com as diretrizes dos cursos a serem implantados, além de um estudo da viabilidade de quais cursos se adequarem nessas cidades”, frisou a gestora.

Nos bastidores, nossa equipe apurou, que existe uma disputa acirrada entre os municípios para receberem a instituição, que deve oferecer entre outros, o curso de Medicina. No Bico, apenas Araguatins está na disputa e por interesse da própria instituição, é o município favorito a receber o campus. Paralelo, o prefeito Aquiles da Areia (PP); o deputado estadual, Amélio Cayres (SD) e a Câmara Municipal, trabalham nos bastidores para construir as condições da confirmação da instalação da UNIRG em Araguatins.

“Nós fechamos questão, e já, há vários dias, estamos eu, o prefeito Aquiles e os vereadores, juntando esforços para ter essa confirmação. Augustinópolis já tem definido o curso de Medicina da UNITINS, agora trabalhamos para a também implantação do curso de Medicina em Araguatins, por meio da UNIRG. O Bico do Papagaio inteiro ganha”, disse Amélio Cayres a nossa reportagem na tarde desta segunda-feira.

Para o vereador Jairo Ribeiro (MDB), a escolha da UNIRG por Araguatins, será a decisão mais acertada e os Poderes estão se empenhando juntos para consolidar a situação. “A Câmara Municipal, todos os vereadores, estão dispostos e colaborando. O que depender do Parlamento Municipal, vamos contribuir com tudo. Nesta quarta estaremos juntos na visita técnica e vamos mostrar que a decisão mais acertada é a instalação em Araguatins que oferece as melhores condições estruturais.

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SÃO MIGUEL: Vice-prefeito Clésio Tokmil se filia no PODEMOS e trabalha pré-candidatura a deputado federal

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Durante agenda no Bico do Papagaio (Extremo-Norte do Tocantins) neste final de semana, o presidente estadual do Podemos, Ronaldo Dimas, filiou ao partido o vice-prefeito de São Miguel do Tocantins, Clésio Tokmil, 45 anos.

Eleito para o cargo pelo PSL, Clésio Tokmil ingressa no Podemos com o objetivo de ser candidato a deputado federal em 2022. A ideia é que o partido tenha um representante do Bico do Papagaio com reais chances de chegar ao Congresso Nacional.

“Obrigado Ronaldo Dimas pela confiança, estamos juntos. O Bico do Papagaio agora tem vez. Vai ser bem representado por mim e por Ronaldo Dimas no governo do Tocantins”, ressaltou Clésio Tokmil.

Comerciante, o vice-prefeito ressaltou que há uma necessidade de as cidades do Bico do Papagaio terem um deputado federal da região para que a comunidade local tenha força nos seus pleitos. “O Bico do Papagaio precisa de um deputado federal e também precisa de políticas públicas de desenvolvimento para a região. Não podemos ser lembrados somente no ano de eleição para votar”, argumentou Clésio Tokmil.

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BRK Ambiental lança plataforma para cadastro de currículos e contratação de profissionais

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Para tornar mais acessível a divulgação de vagas de emprego e ampliar a atração de talentos locais, a BRK Ambiental, empresa responsável pelos serviços de água e esgoto em 47 cidades do Tocantins, lança uma plataforma para cadastro de currículos e divulgação de vagas, disponível pelo site da concessionária, no link www.brkambiental.com.br/trabalhe-conosco

O projeto é uma das ações promovidas pela empresa para reforçar o seu compromisso com a geração de oportunidades de trabalho nas regiões em que atua. O objetivo é criar um canal que permita a divulgação de vagas e funcione também como um banco de currículos, garantindo a identificação de profissionais já cadastrados na plataforma para atuar em diferentes áreas da companhia. A ferramenta é destinada às pessoas que desejam fazer parte da BRK Ambiental, além de funcionários que já trabalham na companhia, mas que desejam atuar em outras áreas.  

“A plataforma é um verdadeiro banco de talentos, que torna mais simples e ágil o processo de seleção. Nosso objetivo é identificar pessoas que estejam engajadas com o propósito da BRK Ambiental, que é promover a transformação da vida das pessoas por meio dos serviços de saneamento de qualidade. Cada vez mais, queremos contar com pessoas que possam contribuir com o desafio do saneamento”, reforça o gerente de RH, Márcio Fachim. 

Para a seleção de profissionais, a BRK Ambiental reforça o seu comprometimento com o respeito, a diversidade e a valorização do potencial de cada profissional. Na companhia, o processo seletivo prioriza a valorização de pessoas de diferentes tradições e com vivências distintas, sempre com o objetivo de agregar diversos pontos de vista em um mesmo ambiente. 

Além da nova plataforma, disponível no site da concessionária, a BRK Ambiental também divulga oportunidades de vagas no LinkedIn da companhia.  

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