Durante debate no Plenário do Senado esta semana, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) criticou os altos juros do cheque especial, que chegam a 300%, e defendeu a extinção do instrumento. A senadora ponderou que a mudança não seria da noite para o dia, mas de forma gradual.

“Sabemos que os bancos serão contrários ao fim do cheque especial, porque é uma grande fonte de renda para eles. Mas nossa prioridade de ser a fonte de renda para os brasileiros e não para meia-dúzia de bancos”, alertou.

A senadora, que é integrante da Comissão de Assuntos Econômicos, participou nesta terça-feira de reunião com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, com lideranças do Senado.

Kátia Abreu defendeu que, atualmente, grande parte das pessoas que entram no cheque especial tem renda baixa e, com os juros altíssimos, não conseguem quitar a dívida com o banco. A parlamentar cobrou também uma medida do Banco Central que possibilite ao cidadão que está no cheque especial refinanciar seu débito, como uma forma de crédito pessoal e juro menor do que o do cartão de crédito.

“É claro que não dá para acabar com o cheque especial do dia para a noite, até porque são R$ 20 bilhões girando. Então, se a gente acabar com ele amanhã, que seria o ideal, não seria viável, mas ao longo do tempo isso precisa acabar”.

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