Connect with us

Bastidores

CPI da Covid: saiba o que disse o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, nesta terça, 4

Publicado

em

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, prestou esclarecimentos à CPI da Covid, nesta terça-feira (4), sobre a atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia durante o período em que ele esteve à frente da pasta. Mandetta confirmou que discordava do presidente Jair Bolsonaro em relação às medidas de combate ao vírus, como o distanciamento social e o uso de medicamentos, como a cloroquina, para o tratamento precoce da doença. 

Durante boa parte de sua fala, o ex-ministro ressaltou que todas as medidas que tomou à frente da pasta foram baseadas na “ciência”. “A nossa tomada de decisão foi em cima de três pilares: a defesa intransigente da vida, o SUS como meio para atingir e a ciência como elemento de decisão”, disse. 

Mandetta também destacou que desde o início considerava o isolamento social uma medida adequada para conter a propagação do coronavírus, mesmo à época em que o Brasil registrava poucos casos da Covid-19. Este foi um dos pontos de tensão do ministro com o presidente Bolsonaro, defensor, naquele momento, de um isolamento menos rígido, com restrições apenas para os idosos e outras pessoas do grupo de risco. 

“Seria adequado [o isolamento social] por causa do índice de transmissão do vírus. O vírus era muito competente. Estávamos com um sistema que não tinha condição de responder. Doença infecciosa viral é prevenção. Não tem outra maneira. Não é possível se fazer gestão de doença infecciosa sem separação”, recorda. 

Cloroquina

Segundo o ex-ministro, cerca de dez a doze dias antes de ser demitido (o que ocorreu em 16 de abril/2020), ele participou de uma reunião com outros ministros do governo. Nesse encontro, ele conta que havia uma “sugestão de minuta” para a elaboração de um decreto que mudasse a bula da cloroquina, indicando-a para o tratamento de pacientes com Covid-19. 

“Nesse dia, havia sobre a mesa, por exemplo, um papel não-timbrado de um decreto presidencial para que fosse sugerido daquela reunião que se mudasse a bula da cloroquina na Anvisa, colocando na bula a indicação da cloroquina para coronavírus. E foi inclusive o próprio presidente da Anvisa, [Antônio] Barra Torres que disse não.”

Mandetta não soube confirmar de onde teria vindo a sugestão para alterar a bula do fármaco. Segundo ele, o presidente tinha uma espécie de “assessoramento paralelo”, e que Bolsonaro escutava outras fontes além do Ministério da Saúde na hora de adotar posicionamentos no enfrentamento ao vírus. 

“Eu acho que ele tinha uma outra, provavelmente, eu não saberia lhe dizer, mas provavelmente uma outra fonte que dava para ele, aí ele teria que dizer, que dava para ele, porque do Ministério da Saúde nunca houve a recomendação de coisas que não fossem da cartilha da Organização Mundial da Saúde”, contou. 

Arte: Brasil 61

Tratamento

Durante a oitiva, o ministro foi questionado pelos senadores sobre a recomendação do “fique em casa”, ainda no início da pandemia, para as pessoas que não apresentassem sintomas mais graves da doença, como dificuldade para respirar. Atualmente, a recomendação do Ministério da Saúde é que as pessoas procurem o atendimento médico ainda no início da Covid-19, para aumentar as chances de recuperação. 

“Eu me baseei na ciência, na OMS, no que preservava a vida, no que podíamos fazer pelo SUS. O ideal era que tivesse os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), as máscaras, para que eu pudesse mandar meus agentes visitar em casa.”

Mandetta também disse que o Brasil foi um dos primeiros países a questionar a OMS sobre a gravidade do coronavírus, ainda antes da chegada do agente infeccioso ao país. Segundo ele, tanto a Organização Mundial da Saúde quanto a China demoraram a tomar medidas, o que prejudicou a atuação da pasta e de outros países no combate à doença. “A falta de clareza da China e da OMS durante 45 dias foi determinante não só para o Brasil, mas para o mundo”, criticou. 

Carta

Luiz Henrique Mandetta revelou aos parlamentares que comunicou algumas vezes ao presidente Jair Bolsonaro quais caminhos a pasta julgava mais adequados para combater o coronavírus, inclusive por meio de documentos oficiais. Após um levantamento interno do órgão considerando três cenários (otimista, realista e pessimista), o ex-ministro chegou a uma projeção — a pior entre as três — de 180 mil mortes pela Covid-19 no Brasil até o fim de 2020.  

Ele afirma que a apresentou ao presidente. “Eu levei, expliquei. Era um número [180 mil mortes] muito difícil de você fazer uma assertiva dessa. Acho que ali ficou dúvida, porque tinham ex-secretários de Saúde que falavam: ‘essa doença não vai ter dois mil mortos’. Havia construção de pessoas que falavam o contrário e acho que, naquele momento, entendeu que aquelas outras previsões poderiam ser mais apropriadas.”

O ex-ministro da Saúde disse que enviou uma carta ao presidente na data de 28 de março de 2020. No documento, Mandetta recomendava que o governo revisse o posicionamento adotado, acompanhando as recomendações do Ministério da Saúde, sob o risco de “gerar colapso do sistema de saúde e gravíssimas consequências à saúde da população”. 

Vacina

Indagado sobre o tema, Mandetta disse que, quando era gestor da pasta, todas as iniciativas estavam em concepção ou ainda na primeira fase de testes, que ocorre em animais. “Tínhamos a perfeita convicção que doenças infecciosas a humanidade enfrenta com vacina… Teria ido atrás delas como se fosse um prato de comida”, destacou. 

O ex-ministro também afirmou que o SUS “poderia estar vacinando desde novembro de 2020”. 

Outros depoimentos

O testemunho do segundo ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Nelson Teich, foi adiado para esta quarta-feira (5). A expectativa era ouvi-lo após a oitiva com o ex-ministro Mandetta, mas esta se estendeu até o início da noite. 

Já o depoimento do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde com maior tempo de permanência no cargo durante a pandemia, foi adiado em duas semanas. Pazuello seria interrogado pelos senadores nesta quarta (5), mas informou que teve contato com duas pessoas que testaram positivo para a Covid-19. (Brasil 61)

publicidade
FAÇA UM COMENTÁRIO
Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.
Faça um comentário

Bastidores

Em solenidade bastante prestigiada, Edison Tabocão recebe Título de Cidadão Araguainense

Publicado

em

A Câmara Municipal de Araguaína concedeu o Título de Cidadão ao empresário Edison Dutra, presidente do Grupo Tabocão. A sessão solene de entrega da homenagem aconteceu na noite desta quinta-feira, 25, no auditório do Fórum da cidade e foi prestigiada por lideranças políticas, empresários, familiares e amigos de Edison, entre eles, o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, a deputada estadual Valderez Castelo Branco e o secretário de Ações Estratégicas do governo do Estado, Lázaro Botelho. O Título de Cidadão Araguainense é concedido a pessoas que contribuíram com o desenvolvimento da cidade. A homenagem ao empresário Edison Tabocão foi concedida por Decreto Legislativo do vereador Terciliano Gomes.

“Não poderia deixar de conceder este título ao Edison, que começou a história do Grupo Tabocão em Araguaína e muito contribuiu pelo desenvolvimento, não só da nossa cidade, mas do Estado, como vem fazendo até hoje”, destacou o Vereador. O prefeito Wagner Rodrigues, afirmou que “a homenagem é mais do que justa. Edison Tabocão merece ser reconhecido, é um grande empreendedor e faz parte da história de Araguaína, contribuiu de forma significativa com nossa cidade”.


Prestigiando a solenidade, o empresário, Thiago Dutra, filho de Edison e diretor do Grupo Tabocão, também se sentiu homenageado. “É um prazer muito grande ver meu pai receber esse título, pois é um legado que vai passando gerações e nos motiva a seguir o mesmo caminho de empreender e de contribuir com esse Estado”, ressaltou Thiago.

Emocionado com a homenagem, Edison Tabocão agradeceu ao vereador Terciliano e aos demais legisladores de Araguaína, a presença das lideranças, amigos e familiares e falou do seu amor pelo Tocantins. “Não preciso dizer que eu sou um dos pioneiros apaixonados por esse Estado e tenho muito orgulho e gratidão pela cidade de Araguaína, onde tudo começou. O Tocantins é a nossa casa, a casa da minha família e fazer parte da história do mais novo estado brasileiro nos honra muito. É grandioso ver o Tocantins crescer e poder contribuir com esse desenvolvimento”, disse Edison Tabocão.

Cidadão Tocantinense

Em 2019, Edison Tabocão foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Tocantins com o Título de Cidadão Tocantinense, concedido por indicação da deputada Valderez Castelo Branco. “O Edison Dutra promove geração de emprego e renda para centenas de famílias tocantinenses e é um exemplo de trabalho a ser seguido em prol do desenvolvimento do Tocantins”, afirmou Valderez.

Continue lendo

Bastidores

Com Queiroga, Wanderlei inicia tratativas para implantação de máquina de radioterapia no Hospital do Amor

Publicado

em

O governador em exercício do Estado do Tocantins, Wanderlei Barbosa, reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 25, com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; e o presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, para tratar da implantação do serviço de radioterapia no Hospital de Amor, na Capital. A reunião ocorreu no gabinete do ministro em Brasília e contou com a presença do senador Davi Alcolumbre e do presidente da Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), Hercy Filho.

“A nossa visita ao Ministério da Saúde, junto com o doutor Henrique Prata, é para tratarmos dessa questão de possibilitar ao cidadão tocantinense, um tratamento mais próximo de sua residência, levando esse serviço para o Hospital de Amor. Esse tratamento será de forma mais eficaz e nós vamos obter muito mais sucesso e salvar mais vidas, com fé em Deus, e proporcionar a essas pessoas que hoje estão se tratando em Barretos, um tratamento mais perto de casa, já a partir de março, quando será inaugurado o Hospital de Amor em Palmas”, ressaltou o Governador. 

O governador Wanderlei Barbosa informou que o ministro Marcelo Queiroga “concorda que o atendimento no Hospital de Amor vai ser a melhor solução por ter um serviço de excelência somando ao atendimento oncológico do Estado. Então essa agenda foi importantíssima para saúde do Estado, o Hospital Geral de Palmas também poderá aumentar o seu atendimento, porque a ala inteira da oncologia irá para o Hospital de Amor, melhorando os serviços de saúde aos pacientes”.

Na ocasião, o governador Wanderlei Barbosa assegurou, ao presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, que o Governo do Estado vai liberar, o mais breve possível, os R$ 9,921 milhões referentes às emendas impositivas estaduais. “São emendas destinadas pelos nossos deputados estaduais e que nós, enquanto Governo, temos que liberar para que esse recurso seja investido no Hospital de Amor e que resultará na melhoria dos serviços prestados à população tocantinense”, finalizou o Governador.

Continue lendo

Bastidores

Damaso vota a favor de 14º salário a aposentados e pensionistas

Publicado

em

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (24) proposta que assegura, excepcionalmente nos anos de 2020 e 2021, o pagamento em dobro do abono anual devido aos segurados e dependentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O abono será limitado ao valor de até dois salários mínimos, e as parcelas serão pagas no mês de março dos anos de 2022 e 2023. Também chamado de “14º salário” , o abono é devido aos aposentados, pensionistas e beneficiários da Previdência Social que, durante o ano, receberam auxílios diversos (por morte, doença, acidente ou reclusão).

A favor da proposta, o deputado Osires Damaso (PSC/TO) disse que é uma medida mais que necessária em virtude da crise pela qual o país vive. “Com a alta do desemprego em virtude da pandemia, nada mais justo que conceder esse benefício temporário, uma vez que foram os aposentados e pensionistas que conseguiram garantir a comida na mesa de seus familiares”, disse.

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovada, seguirá para o Senado. (Com informações da Agência Câmara)

Continue lendo
publicidade
publicidade Bronze