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Bico do Papagaio

Interventor da COOMIGASP faz primeira visita oficial ao projeto de Serra Pelada

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Serra Pelada, distrito de Curionópolis, no sudeste do Pará, e que abriga centenas de garimpeiros biquenses, recebeu na terça-feira, 12, a visita do interventor da cooperativa dos garimpeiros daquele que já foi considerado o maior garimpo de ouro a céu aberto do mundo. Foi a primeira visita oficial de Marcos Alexandre Mendes desde que foi nomeado pela justiça interventor da COOMIGASP no último dia 11 de outubro.

A ida até as instalações da mineradora Colossus, empresa canadense que vai explorar a mina de ouro agora de forma mecanizada, teve como principal objetivo apresentar à mineradora a equipe técnica contratada pela COOMIGASP que a partir de agora acompanhará os trabalhos de implantação do projeto da nova Serra Pelada.

“O que o garimpeiro pode esperar é um trabalho sério e um trabalho transparente. Porque através dessa equipe nós vamos saber na íntegra o que está ocorrendo lá no projeto. Ou seja, nós vamos ter a informação lá de dentro por uma equipe qualificada, capacitada e séria,” destacou Marcos Alexandre Mendes.

A equipe técnica é formada pelo geólogo Dário Alves, pelo engenheiro de minas Marcos Carvalho e pelo gerente de produção Francisco Carlos Lima. “Essa transparência de informações, a partir dos nossos relatórios, naturalmente precisará ser maturada para que as informações ao longo desse tempo possam ser repassadas de forma que o garimpeiro consiga assimilar,” disse o gerente de produção Francisco Carlos.

“O que a gente espera agora é que essas equipes se juntem e montem um plano de trabalho para a troca de informação. Mostrar a transparência da empresa é um trabalho que a gente vê como muito importante, tanto para os garimpeiros quanto para a empresa,” também ressaltou Alexandre Cancian,  gerente de administração da Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM).

O interventor e a equipe foram recebidos pelo presidente da mineradora Colossus, David Anthony. O presidente iniciou o encontro falando do projeto da nova Serra Pelada que ainda está em fase de implantação. David Anthony foi muito convincente ao dizer que até o início do segundo semestre de 2014 a mina já estará produzindo.

Após as apresentações o grupo conheceu as instalações do projeto. De um mirante foi possível observar a grandiosidade do canteiro de obras e também tirar dúvidas de como será feito o beneficiamento do ouro quando a mina estiver produzindo.

Mas um dos momentos marcantes da visita foi a descida ao túnel que está sendo construído para a exploração do ouro. O túnel já está com cerca de 1.300 metros de extensão e a quase 170 metros de profundidade. Por ele será transportado todo o material retirado da mina subterrânea. O interventor, a equipe técnica, autoridades e garimpeiros tiveram a oportunidade de conhecer de perto como está sendo feito o trabalho para atingir a reserva mineral que ainda existe em Serra Pelada.

De acordo com o promotor de justiça do Ministério Público do Pará, Guilherme Chaves Coelho, ações como esta de visita às instalações da Colossus são de extrema importância para a transparência das atividades entre a mineradora e a COOMIGASP. “É de fundamental importância para que todos os envolvidos da sociedade vejam como é feito o processo de produção, quais os objetivos a serem alcançados pela empresa e o mais importante, de que forma o resultado desse trabalho todo, desses anos de pesquisa, anos de investimentos, irão trazer á população”.

Quem também acompanhou a visita foi o presidente da OAB Subseção de Parauapebas, Jackson Souza. Para ele a decisão do interventor em promover essa visita é bastante positiva. “Até porque a Colossus pode fornecer informações, que dizem que são corretas, mas teremos aqui a equipe da COOMIGASP para constatar essas informações para que os garimpeiros não tenham dúvidas de que está sendo feita a coisa certa”.

Para o interventor da COOMIGASP a visita foi um sucesso e novas idas ao projeto devem acontecer. “O nosso objetivo é fazer um trabalho sério. Um trabalho transparente. Um trabalho profissional, para que o garimpeiro seja beneficiado após a intervenção ou no decorrer da intervenção, através do nosso formato de gestão profissional,” finalizou Marcos Alexandre Mendes. (Mara Góes)

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Bico do Papagaio

TOCANTINÓPOLIS: Grupo que subtraiu mais de R$ 70 milhões em suposta premiação da Lotofácil é condenado

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Após ação penal proposta pelo Ministério Publico Federal (MPF), por intermédio da Procuradoria da República em Araguaína, a Justiça Federal condenou seis pessoas por subtraírem R$ 73.094.415,90 da Caixa Econômica Federal, após cometerem fraude contra a conta contábil mantida para pagamento de prêmios de loteria.

Em 2014, Alberto Nunes Tugeiro Filho, Ernesto Vieira de Carvalho Neto, Márcio Xavier de Lima, Robson Pereira do Nascimento, Thalles Henrique de Freitas Cardoso, Antônio Rodrigues Filho e Paulo André Pinto Tugeiro foram denunciados por falsificação de documento público e uso de documento falso, lavagem de bens e valores, peculato e formação de organização criminosa.


Em sentença proferida no fim do último mês, a Justiça condenou Alberto Nunes Tugeiro Filho, Antônio Rodrigues Filho, Ernesto Vieira de Carvalho Neto, Márcio Xavier de Lima, Robson Pereira do Nascimento, Talles Henrique de Freitas Cardoso a penas que variam de 5 a 13 anos de prisão e multas. Para a Justiça não há provas suficientes para a condenação de Paulo André Pinto Tugeiro.

Alberto Nunes, Ernesto Neto, Márcio de Lima e Robson do Nascimento foram condenados por peculato e lavagem de capitais. Já Antônio Filho e Talles Cardoso foram condenados por lavagem de capitais.

Recurso – Para o MPF, a sentença deve ser revista no que se refere a absolvição de Paulo Tageiro do crime de lavagem de capitais (art. 1º, § 1º, inciso II, da Lei 9.613/1998 ) e de Alberto Tugeiro, Ernesto Neto, Márcio de Lima e Talles Cardoso e Robson do Nascimento pelo crime de formação de organização criminosa (art artigo 2º, da Lei 12.850/2013 ). O recurso nesse sentido foi apresentado à Justiça Federal na última quarta-feira (12).

Dinâmica da fraude – Os autos da ação penal apontam que os crimes começaram a ser arquitetados em outubro de 2013, com diversas reuniões e encontros entre os integrantes da organização. Em novembro de 2013, Robson, na condição de gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal, recebeu a proposta para pagamento indevido de um prêmio de loteria. O grupo criminoso apresentaria uma Declaração de Acréscimo Patrimonial (DAPLoto), documento emitido pela Caixa em razão do pagamento de bilhete de loteria premiado.

Em 5 de dezembro de 2013, Márcio Xavier de Lima dirigiu-se à agência de Tocantinópolis, onde foi atendido por Robson do Nascimento, que mesmo estando de férias, utilizou suas senhas para acessar os sistemas do banco. O então gerente recebeu um envelope contendo uma DAPLoto em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza referente ao concurso 0952 da Lotofácil, validada em 5 de dezembro de 2013 com pagamento para a mesma data do valor líquido de R$ 73.094.415,90.

Márcio Xavier de Lima portava uma carteira de identidade falsificada em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Ceará a partir de uma certidão de nascimento também falsa, obtida com ajuda dos demais comparsas. Iniciando o processo fraudulento, Robson do Nascimento abriu a conta em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza com uso de comprovante de residência em nome de uma ex-funcionária de Ernesto Neto.

Após realizada a transferência para a conta aberta em nome do falso Márcio Xavier Gomes de Souza, Robson iniciou a desvinculação do dinheiro de sua origem criminosa realizando 15 transferências para outras nove contas. A maior parte, R$ 42 milhões, foi transferida para a conta da pessoa jurídica Phama Transportes, administrada por Alberto Tugeiro e que tem como pessoa de confiança Antônio Rodrigues Filho. Destes, R$ 32 milhões foram depois transferidos para a conta de Talles Henrique e pulverizado para diversas outras contas em operações de menor vulto. Antônio Rodrigues também adquiriu sete veículos novos, todos emplacados em São Paulo. Ernesto adquiriu uma aeronave.

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Bico do Papagaio

Saúde confirma 4 novas mortes por Covid-19 no Bico

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou nesta quinta-feira, 13, quatro novas mortes por Covid-19, em municípios do Bico do Papagaio. Os óbitos foram em: Augustinópolis, Xambioá, São Miguel e Nazaré.

Detalhe dos óbitos:

Homem de 45 anos, residente em São Miguel do Tocantins. Comorbidades: diabetes. Óbito em 08/05/21 no Hospital de Campanha de Imperatriz-MA.

Homem de 83 anos, residente em Xambioá. Comorbidades: doença cardíaca crônica. Óbito em 08/05/21 no Hospital Regional de Augustinópolis.

Homem de 77 anos, residente em Augustinópolis. Comorbidades: doença cardiovascular. Óbito em 08/05/21 no Hospital Regional de Augustinópolis.

Mulher de 32 anos, residente em Nazaré. Comorbidades: não relatada. Óbito em 10/05/21 no Hospital Regional de Augustinópolis.

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Bico do Papagaio

ARAGUATINS: Cajueiro quer saber onde está o dinheiro da Lei Aldir Blanc e vai convocar responsáveis

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O vereador Miguel do Cajueiro (DEM), criticou na sessão ordinária na Câmara Municipal, a condução da aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc, no município de Araguatins, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Esporte, Turismo, Cultura e Juventude, mas que foi repassada para execução da empresa GP Confe Serviços Culturais.

Cajueiro disse que foi chamado por artistas do município, alegando problemas e indícios de irregularidades na execução e no cadastro. Mais de R$ 250 mil foram destinados para Araguatins por meio da Lei Aldir Blanc, segundo o parlamentar.


Na manhã desta quinta, 13, Cajueiro disse em entrevista ao webjornal Folha do Bico, que está preparando um documento para convocar os responsáveis pela empresa GP Confe Serviços Culturais e não descarta também convocar integrantes da Secretaria Municipal de Esporte, Turismo, Cultura e Juventude, para esclarecer o motivo de repassar a responsabilidade para uma empresa.

O recurso é para ser distribuídos os trabalhadores do setor cultural que comprovem atuação na área nos últimos 24 meses; e não poderá ter emprego formal. Outra exigência é não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial e nem estar recebendo seguro-desemprego ou qualquer renda de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.

Também é preciso comprovar renda familiar mensal par capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários-mínimos, o que for maior.

Para ter direito ao benefício, a pessoa não pode ter recebido, no ano de 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70; e nem ser beneficiário do auxílio emergencial pago pelo Governo Federal.

Segundo o decreto, entende-se como trabalhador e trabalhadora da cultura, as pessoas que participam da cadeia produtiva dos segmentos artísticos e culturais, “incluídos artistas, contadores de histórias, produtores, técnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte e capoeira”.

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