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Bico do Papagaio

OPINIÃO: Araguatins de pernas abertas

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Por: João Renildo Gomes Aguiar

O setor econômico ocupa esferas inimagináveis. Mal temos tempo para pensar. A respiração, por sorte, realiza-se involuntariamente. Como se não bastasse, decisões importantes para Araguatins têm sido tomadas por pessoas ineptas e que sustentam o interesse próprio, caso dos deputados que só sugam de Araguatins. Este artigo desembaralha a visão dos que ainda definem suas vidas em função das “exigências do mercado”.

Há rastros tão fortes de mediocridade em Araguatins, que temos perdido o senso de coletividade: políticos assenhoreiam-se do espaço público, direitos só servem para dar emprego a parentes e ludibriar os que ainda crêem na cidadania, o clientelismo corrói segmentos diversos da vida do povo e há os que dizem – prefiro resistir – que fenecem os que não fizerem parte do “sistema”.

Confesso que, quando divago sobre as mazelas que abatem Araguatins, não sei por onde começar. Enfoco um problema e logo descubro que há uma série de outras peças de dominó que não tomei em conta. O contraponto básico a que me refiro, a fim de que não haja chiado na estação, é de que tudo é voltado ao setor político em nosso município. Uma conversa descontraída pode-se converter em suborno.

O crescimento exagerado da população é um negócio; o excesso de mão-de-obra desqualificada é um negócio; os recursos naturais, desde que recebemos naus goianos, é um negócio; a ignorância é um negócio; a perenidade de um campo de oposição nos debates políticos é também um negócio. Sobre este último argumento: pagamos impostos elevadíssimos à máquina pública, porém temos ainda que dispor de planos de saúde, seguros de automóveis e pedágio na rodoviária.

Palestras de motivação empresarial me dão asco, qualquer tentativa de conversão de algo em negócio me provoca repúdio, e o caminho que tem trilhado Araguatins tanto interno como externo é de uma prostituição barata. Nossos jovens estão sendo convidados a se “profissionalizar” para servir o resto da vida como mão-de-obra descartável.

Araguatins está de pernas abertas. Nossos políticos ainda se acham “autoridades” e não notam o funeral que se lhe reserva à categoria. A solução encontrada por muitos é a de descentralizar a política, criar formas paralelas de poder através de movimentos sociais e organizações não-governamentais, mostrar-lhes que não nos serve uma política que não escuta os cidadãos.

O araguatinense é iludido até mesmo em suas poucas horas dedicadas ao lazer.

Não fazemos idéia do que significa contratar um mal motorista para a locomotiva chamada Araguatins. O município está uma desgraça. Útil para investidores porque só querem espoliar o nosso dinheiro. Pagamos caro nos impostos, combustíveis e tudo. Não sei como não estamos em protestos. Dizem que somos um povo pacífico. Discordo. Somos explorados, ignorantes e submissos. (Artigo escrito por João Renildo Gomes Aguiar, estudante de Direito / Até o mês que vem o site Folha do Bico colocará no ar três blogs de opinião escrito por cidadãos araguatinenses mostrandos suas visões particulares sobre os acontecimentos locais, já na semana que vem o primeiro blog a entrar no ar será o Blog do João Renildo)

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Bico do Papagaio

TOCANTINÓPOLIS: Completa um ano a primeira morte por Covid-19

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Nesta quarta, dia 12, completou um ano da primeira morte por Covid-19 no município de Tocantinópolis, no Bico do Papagaio.

A vítima foi o ex-vereador e funcionário público federal, Almiro Aguiar da Silva, 59 anos. Na época, Tocantinópolis registrava 5 contaminados com a doença. Ele faleceu no Hospital Municipal José Sabóia.

Um ano depois, Tocantinópolis acumula 37 óbitos e 2.031 contaminados no período.

Até esta quarta, o município aplicou 6.373, sendo 3.819 em primeira dose e 2.554 segunda dose.

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Bico do Papagaio

ARAGUATINS: Motoqueiro bate em bicicleta na Vila Miranda

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Nesta manhã de quarta, 12, um segundo acidente de trânsito envolvendo motocicleta foi registrado na cidade de Araguatins, no Bico do Papagaio.

Desta vez, o fato foi registrado na Vila Miranda, na Rua Antônio Fernandes. Um motociclista atingiu um vendedor de lanches que estava em uma bicicleta cargueira. Populares relataram que o condutor da motocicleta aparentava sinais de embriagues.

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Bico do Papagaio

Gestores do Bico recebem orientações para Conferências de Assistência Social 2021

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O Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas) realizou na manhã desta terça-feira, 11, uma reunião de orientação sobre as temáticas e organizações para as Conferências Municipais de 2021. As orientações são direcionadas aos conselheiros e secretários executivos dos Conselhos Municipais de Assistência Social (CMAS) de municípios do Bico e outras regiões do estado. tocantinenses.

O encontro tratou dos procedimentos necessários para a realização das conferências a serem realizadas em cada localidade, destacando a metodologia e os instrumentais que devem ser utilizados antes, durante e após as conferências municipais. São conhecimentos necessários para a elaboração dos relatórios e regimentos internos das conferências.


As datas para a realização das conferências nos municípios vai até 30 de julho, e as conferências estaduais devem acontecer de 2 de agosto até 30 de outubro.

O tema para as conferencias 2021 é “Assistência Social: Direito do povo e dever do Estado, com financiamento público, para enfrentar as desigualdades e garantir proteção social”.

Dentro dessa temática principal serão discutidos cinco eixos, com o propósito de construir propostas aos municípios, ao Estado e à União. O Plano de Assistência Social toma por base, entre outros instrumentais, as deliberações postas nas conferências, e são essas propostas que norteiam os gestores municipais, estaduais e do Governo Federal em seus planejamentos e nas tomadas de decisões.

s conferências de assistência social são instâncias de caráter deliberativo e têm como maior finalidade avaliar e concretizar os avanços conquistados na política pública de assistência social, e também apresentar orientações, definindo diretrizes e aprimoramentos do SUAS. As conferências acontecem a cada quatro anos de forma ordinária e extraordinariamente a cada dois anos.

A Conferência de Assistência Social envolve três etapas. As conferências municipais, as estaduais e a nacional. A Nacional está prevista para dezembro. As deliberações da Conferência Municipal são enviadas para os Estados e as deliberações das Conferências Estaduais são enviadas para a Conferência Nacional. Os delegados que participarão da Conferência Nacional são escolhidos na Conferência Estadual. Por esses passos democráticos a Conferência Nacional é um momento único com vários representantes e atores de todos os lugares do Brasil. (Com informações de Cláudio Duarte)

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