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Bico do Papagaio

SÃO MIGUEL: Caravana Agroecológica potencializa o Coco Babaçu

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Sem títuloA Comunidade Olho d’Água, no município de São Miguel do Tocantins, foi a primeira visitada durante a Caravana Agroecológica e Cultural do Bico do Papagaio. Na sexta-feira, 8, foi apresentada a experiência agroecológica da unidade familiar que trabalha principalmente com coco do babaçu, típico da região. Além de caminhar por seus quintais, houve também um almoço com pratos típicos. A atividade faz parte da preparação do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), previsto para maio de 2014 em Juazeiro-BA.

De acordo com Cosmo Nunes da Paixão, representante da comunidade, cerca de 19 famílias moram em 43 alqueires, o que dá cerca de 190 hectares. Seus produtos, frutos de um laboratório de experimentação a céu aberto, são vendidos na feira da cidade e nos mercados institucionais.

“É importante a representatividade do consórcio, a forma da nossa convivência com a mata, cada árvore dessa tem um tempo e uma necessidade para a gente. Cada morador tem o seu quintal, mas tem um local comum. A gente não coloca veneno e adubo químico. Papai dizia que nessa terra nunca colocaríamos agrotóxicos, cerca de 14 anos ele morreu mas não acabou. Assim preservamos a água também com suas nascentes”, disse o agricultor.

O trabalho das mulheres também é muito forte na comunidade. A Associação Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), que trabalha com o Babaçu, tem cerca de 300 sócias na região. Formam as mulheres sobre seus direitos em 12 municípios, sua sede fica em Augustinópolis e possui núcleos na base. Azeite artesanal, mesocarpo, brincos e colares são alguns dos seus produtos. Recebem apoio de assessoria e técnicos de forma voluntária.

“Criar essa associação foi um ponto muito positivo, porque na época tinha muita derrubada do babaçu. Também criamos as cantinas de compras para ajudar as companheiras. Fazíamos troca do produto pela amendoa, foi um grande salto porque reduzimos a derrubada. Com a associação avançamos na formação e conscientização das mulheres, trabalhamos o protagonismo delas. Precisamos das políticas públicas, nunca chega nos pequenos essa burocracia”, disse Luzanira, coordenadora geral da ASMUBIP.

Segundo o agrônomo Fabio Pacheco, da ONG Tijupá e representante da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), a caravana faz parte da preparação do III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA). “Em 2002 ocorreu o primeiro ENA, no Rio de Janeiro, ocasião em que discutimos a criação da ANA. O segundo foi em Recife, em 2006, e de 26 a 30 de maio será o III ENA, em Juazeiro-BA. Para chegar nesse encontro há o processo de preparação nos estados e regiões, e essa caravana é uma das etapas na Amazônia. Antes não tinha essas visitas nas comunidades, tudo faz parte das experiências. Então, houve a primeira na zona da mata mineira e estão ocorrendo outras. Servem para compreender melhor como as experiências acontecem e refleti-las no encontro”, explicou.

A experiência dessa comunidade é fruto de uma história de muita luta. Buscaram terras devolutas na região para habitar em 1958, após muitos conflitos com os fazendeiros. Foi preciso mais de dez anos de resistência para conquistar a titulação da terra. A lavoura era tradicional, mas com as dificuldades diversificaram o sistema. As lutas sindicais começaram em 1982, defendendo os trabalhadores no meio de pistoleiros. Nesse processo outras entidades foram criadas, como a APA-TO, a ASMUBIP e a federação dos trabalhadores. A preservação do meio ambiente foi se desenvolvendo nesse contexto.

Além dos frutos, leguminosas, hortas, criação de galinha e porcos, também tem muita planta medicinal no terreno, além de outros recursos naturais. “Só com as sementes crioula vai segurar, sem o tradicional estamos perdidos. Trazemos pouca comida de fora, hoje a fruta tem se destacado por conta de um período ruim para o babaçu. É preciso diversificar a produção porque o dia que alguma estiver sem valor a outra ajuda”, disse seu Cosmo.

Com o sistema de consórcio agroflorestal eles potencializam o plantio. Usam também algumas plantas para recuperação do solo, geralmente leguminosas nativas da região, que ajudam com adubo e sementes: fertilidade mais rápida que o processo natural, disse um agrônomo. Fizeram quatro tanques naturais para cultivar peixes, mas ainda estão desativados. Trabalham a roça durante um ano e deixam a terra descansando por cinco. Testam consórcios, atualmente tem cheiro verde com pimentão, pepino com macaxeira, tabaco para espantar pragas, etc. “Testo para ver se presta, você tem que ter fé no que está fazendo”, afirma Paixão.

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Bico do Papagaio

ENEM ocorre de forma tranquila no Bico e candidatos resolvem questões de matemática e ciências da natureza

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O segundo dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, ocorreu de forma tranquila na região do Bico do Papagaio.

No âmbito nacional o exame teve 55,3% de faltas, abstenção recorde no exame, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Do total de 5.523.029 inscritos no exame, menos da metade, 2.470.396, compareceu aos locais de prova. O índice foi maior que no primeiro dia, quando 51,5% dos inscritos não compareceram às provas. 

A média histórica de abstenção no Enem, segundo o Inep, é de cerca de 27%. O recorde anterior havia sido registrado em 2009, com 37,7% de abstenção. Foram eliminados no segundo dia 1.274 participantes por descumprirem as regras do exame, além de 14 emergências médicas. No primeiro dia, 2.967 candidatos foram eliminados.   

De acordo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes, o número de faltosos foi maior do que o esperado, mesmo assim, a realização do exame foi vitoriosa. “Têm vários motivos que podem levar as pessoas a fazerem ou não a prova do Enem, é uma decisão individual e eu respeito a decisão individual das pessoas. O que é importante é o Inep assegurar a oportunidade e isso nós fizemos. Estamos dando a oportunidade de quem quer fazer o Enem poder fazer”, diz. “Conseguimos assegurar, no meio da pandemia, que 5,6 milhões pudessem fazer a prova e que 2,5 milhões fizessem as provas. Acho que isso é uma vitória”, acrescenta.

Segundo Lopes, o segundo dia transcorreu com tranquilidade. Não houve, até o momento, notificações de pessoas que foram impedidas de realizar o exame por conta da lotação das salas, como ocorreu no primeiro dia de aplicação. O Inep atualizou os números divulgados no último domingo. Até o momento, foi confirmado que isso ocorreu em 11 cidades, em 37 escolas.

Tanto esses estudantes quanto os participantes que foram prejudicados por questões logísticas, como falta de luz no local de prova, e aqueles que não fizeram o exame por apresentarem sintomas de covid-19 ou outra doença infectocontagiosa terão direito a fazer o exame na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. 

O pedido para participar da reaplicação deve ser feito na Página do Participante. O sistema estará aberto, segundo Lopes, a partir das 12h desta segunda-feira (25). O prazo vai até o dia 29. Os resultados serão divulgados no dia 12 de fevereiro, quando os estudantes saberão se os pedidos foram aceitos ou não.

Segundo o Inep, até o momento, 18.210 candidatos solicitaram a reaplicação por conta de doenças infectocontagiosas. Desses pedidos, o Inep aceitou 13.716. “Nesses casos não é preciso pedir a reaplicação porque o pedido foi feito no sistema, já foi deferido. Para essas pessoas, já estamos trabalhando na elaboração da prova. 

Enem 2021

Lopes confirmou a realização este ano do Enem 2021. Segundo ele, a prova deverá ocorrer no final do ano, entre novembro e dezembro. A autarquia se prepara para realizar o exame novamente em um ambiente de pandemia. “Vamos fazer o Enem no final do ano, também no ambiente de pandemia. Entendemos que a aplicação do Enem em novembro, dezembro será sob a cortina da pandemia. Em breve, soltaremos o edital do Enem 2021. Precisamos começar agora a preparar a aplicação do Enem”, diz. 

De acordo com Lopes, é importante que o Inep mantenha o calendário das avaliações para que a sociedade não seja prejudicada e para que os estudantes não interrompam a trajetória de estudos. 

Gabaritos

As notas do Enem podem ser usadas para acessar o ensino superior e participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). O gabarito das provas da edição impressa será divulgado na quarta-feira (27).

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Bico do Papagaio

ESPERANTINA: Décima morte por Covid-19 é confirmada

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O Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, confirmou neste sábado, 23, a décima morte por Covid-19, no município de Esperantina, no Bico do Papagaio.

A vítima é uma mulher de 75 anos, com diabetes e hipertensão. O óbito ocorreu na quinta, dia 21, no Hospital Regional de Augustinópolis.

Esperantina soma 374 pessoas que contraíram a doença.

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Bico do Papagaio

TOCANTINÓPOLIS: TEC faz jogo decisivo da semifinal do Tocantinense 2020 neste domingo contra Interporto

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O Campeonato Tocantinense 2020 está de volta neste domingo (24) com o duelo entre Interporto x Tocantinópolis, às 16h (de Brasília), no estádio General Sampaio, em Porto Nacional. O jogo é válido pela volta das semifinais, na ida as duas equipes empataram por 0 a 0, em caso de novo empate a decisão será nos pênaltis. O jogo será sem a presença do torcedor devido à pandemia da Covid-19.

As duas equipes contrataram e vêm diferentes para este jogo. No TEC, entre as principais contratações estão os atacantes Jeimy (ex-Paysandu) e Gil Macena. O técnico Neto Costa foi mantido à frente da equipe.

Já o Interporto teve mudança na diretoria: O presidente Hélio de Freitas terminou o mandato, e Tita assumiu o cargo (candidato único). O time fez várias contratações e buscou algumas peças que iniciaram a temporada 2020. A diretoria trocou o técnico Roberto Oliveira por Wladimir Araújo. (GE)

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