A Polícia Civil do Tocantins cumpriu nesta segunda-feira, 5, em Sampaio, no Bico do Papagaio e em Araguaína, na região Norte do Tocantins, mandados de busca e apreensão nas residências de ex-servidores lotados na extinta Secretaria Geral de Governo no ano de 2018, ainda na gestão Marcelo Miranda (MDB). De acordo com as investigações, os suspeitos recebiam entre R$ 1,5 mil a R$ 2,7 mil.

Segundo o delegado Luciano Barbosa de Souza Cruz, durante o cumprimento dos mandados (um em Sampaio e cinco em Araguaína) de busca e apreensão, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos. Em seguimento à Operação Catarse, que investiga a existência de servidores na administração pública estadual sem exercer suas funções, o delegado afirmou que, das pessoas já ouvidas, todas afirmaram receber proventos sem exercer função administrativa. “As demais pessoas investigadas serão intimadas para prestar esclarecimentos”, afirmou.

A Polícia não divulgou o nome dos envolvidos.

Catarse

A operação Catarse começaram após denúncias de funcionários fantasmas do governo do Estado em Araguaína, em dezembro de 2018. Buscas realizadas no Palácio Araguaia encontraram indícios de que 300 funcionários estariam recebendo sem trabalhar.

Diversos inquéritos foram abertos para investigar os suspeitos. Um deles foi concluído e deu origem a um processo criminal contra o ex-governador Marcelo Miranda e ex-secretários. Nesse caso, a suposta funcionária fantasma recebeu mais de R$ 70 mil do governo enquanto estava estudando medicina no Paraguai.

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