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Bico do Papagaio

Manifestação em Serra pelada deixa 7 garimpeiros feridos

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A polícia impediu neste domingo, 25, que cerca de 1.500 garimpeiros invadissem a mina de ouro que está sendo construída pela mineradora canadense Colossus, na região de Serra Pelada, município de Curionópolis. Havia uma preocupação,de que as obras fossem interditadas pelos manifestantes e que a ação levasse a atos de violência.

Segundo a diretora de comunicação da empresa Colossus, Rosana Entler, as obras só voltarão ao ritmo normal quando a polícia informar que o movimento dos garimpeiros estiver terminado. Nesta, segunda-feira, 26, segundo ela, “para preservar a segurança dos nossos funcionários”, muitos dos 1.500 trabalhadores permanecerão em casa.

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No fim de semana, a ordem foi deixar apenas um número mínimo de funcionários no projeto. São 80 – entre os quais alguns canadenses. Segundo nota da empresa divulgado ontem, “a tentativa de invasão, anunciada de forma pública e antecipadamente” criou um clima de “coação” sob o qual “é impraticável haver diálogo”.

Rosana disse que pelo que ouviu da Polícia Militar que estava no local da mina, um grupo de garimpeiros se reuniu à tarde na Vila de Serra Pelada — no município de Curionópolis — e seguiu em direção à entrada do projeto. “Pelo que me disseram, tanto policiais quanto funcionários nossos, os garimpeiros não chegaram à portaria, ficaram a uns 100, 200 metros e depois se dispersaram e se espalharam pela vila”.

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Uma parte dos 52 mil garimpeiros associados à Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (COOMIGASP) – está insatisfeita com a forma de distribuição do ouro que será produzido em Serra Pelada. Pelo acordo inicial, a Colossus teria 51% e os garimpeiros 49%, sendo que os investimentos seriam divididos meio a meio. Em 2010, com a anuência de uma Assembleia Geral realizada pelo então presidente Gessé Simão e da qual participaram mais de 20 mil garimpeiros, determinou que a empresa canadense teria 75% do ouro produzido, todavia a Colossus seria a única investidora financeira.

Por volta das 16 horas de ontem alguns garimpeiros se exaltaram e tentaram invadir o Projeto. A Polícia Militar do Pará, que estava a postos para garantir a segurança, interveio e houve confronto.

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Pelo Menos sete pessoas ficaram feridas. Algumas delas foram encaminhadas para hospitais de Marabá, Parauapebas e Curionópolis.

Entre os feridos a bala está o presidente do Conselho Fiscal da COOMIGASP, Amarildo Gonçalves. Ele foi atendido no Hospital Municipal de Parauapebas.

O contrato da empresa canadense, mesmo parecendo imoral, foi homologado pela grande maioria dos garimpeiros já que, há época, a cooperativa não tinha como colaborar financeiramente nos investimentos, orçados pela mineradora em R$600 milhões.

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Em 2012 a Justiça afastou parte da diretoria, dando início a uma verdadeira guerra pela direção da COOMIGASP, o que poderia também ser chamado de “corrida ao ouro”, já que as decisões tomadas pela direção da COOMIGASP nem sempre beneficiam quem deveria, os garimpeiros.

Por outro lado, alguns ex-diretores da COOMIGASP, que buscam na justiça o retorno alegam que esses 1.500 manifestantes não passam de massa de manobra, não representando os mais de 50 mil garimpeiros cadastrados na Cooperativa. (Com informações de Zé Dudu/Fotos: Antônio Cícero)

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Bico do Papagaio

MP abre procedimento para fiscalizar “fura-fila” na vacinação contra Covid-19 no Bico

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou procedimentos administrativos a fim de fiscalizar as ações adotadas quanto à execução do Plano Municipal contra a Covid-19 e expediu recomendações para garantir que a vacina seja realizada de forma isonômica, eficiente, célere e segura à população.

Os promotores de Justiça apontaram, nos procedimentos, o número de casos de infectados, a quantidade de doses da vacina distribuída a cada município, consideraram a competência do ente frente ao Sistema Único de Saúde e requereram informações acerca do plano de operações referente à vacinação contra a Covid-19.

À medida que os municípios respondem aos questionamentos, estão sendo expedidas as recomendações, que tratam da organização do suporte logístico dos imunizantes; do acondicionamento, transporte e segurança das vacinas; da adequação na quantidade de salas e de equipes disponíveis para executar a vacinação; da observância aos grupos prioritários, do envio de listas nominais dos profissionais da saúde que serão vacinados, da aquisição de equipamentos e insumos, bem como do controle de estoque e do sistema de informação.

O Ministério Público alerta que o descumprimento das diretrizes estabelecidas nos planos nacional e estadual para priorização da vacina pode ensejar a responsabilização criminal; além de eventual ação por improbidade administrativa, dentre outras medidas.

Denúncia Covid

Até a manhã desta quarta-feira, 27, os canais da  Ouvidoria do Ministério Público receberam 18 comunicações de todo o Tocantins, em relação à vacinação, destas  sete são de manifestações de fura fila e as demais de profissionais da saúde, que afirmam que, apesar de estarem na linha de frente, não conseguiram vacinar. As comunicações foram processadas e encaminhadas para as respectivas promotorias para a devida apuração.

As comunicações sobre supostas irregularidades podem ser realizadas por chamadas gratuitas pelo telefone 127, pelo o e-mail [email protected] e no número de whatspp (63) 99100 2720. (Denise Soares)

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Delegado fala sobre supostos sequestros de crianças no Bico

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ARAGUATINS: “Leviano. Mentiu e vai ter de provar na Justiça”, rebate dono de imóvel sobre Aquiles

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Não demorou para que André Gonçalves, dono do imóvel onde está instalada a sede da 3ª Companhia do Corpo de Bombeiro, em Araguatins, no Bico do Papagaio, rebatesse o prefeito Aquiles da Areia (PP), que o acusou de propor “rachadinha” no aluguel, para manter a corporação funcionando no prédio de sua propriedade.

Aquiles fez a declaração, logo após, o fim da reunião entre integrantes do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura e do Poder Legislativo, onde ficou definido um novo local para a unidade.

André foi duro ao rebater Aquiles e disse que vai acionar a Justiça, para exigir retratação. “Espero que ele prove as afirmações levianas e mentirosas que fez a meu respeito. Se ele acha que pelo fato de ser prefeito, pode falar o que quiser, sem apresentar nada que constate a acusação, ele está enganado. Vai ter de provar tudo na Justiça”, disse André.

Ele ainda explicou, que desde o dia que Aquiles assumiu a Prefeitura, nunca esteve pessoalmente com o gestor e não tratou de assunto de aluguel, e nenhum outro, embora na manhã da última terça-feira, dia 26, tenha sido procurado pelo vereador Marlúcio, por meio de contato telefônico, o qual propôs a redução no valor do aluguel de modo que o Corpo de Bombeiros continuasse operando no mesmo local, por ser o mais adequado, com o que concordou André.

Segundo André, a atitude do prefeito na manhã desta quarta, 27, causou perplexidade e indignação, pois desvirtuou os fatos e denegriu sua imagem, imputando-lhe fato criminoso, pelo que será acionado civil e criminalmente, e terá que provar suas alegações perante a Justiça.

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